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Graça Foster defende aumento dos combustíveis

Presidente da Petrobras não estipulou uma data para o reajuste

Publicado em 15/06/2012, às 21h57

Da Agência Estado

A presidente da Petrobras, Graça Foster, defendeu na noite desta sexta-feira (15), no Rio, que o governo federal, sócio controlador da petroleira estatal, aumente o preço dos combustíveis. Ela recusou-se a estipular uma data para o reajuste.

"O (barril do tipo) Brent desceu um pouco. O dólar, que vinha R$ 1,6, R$ 1,65, está estável em torno de R$ 2. É necessário, sim, que haja reajuste de combustíveis", respondeu ela em entrevista após participar do Fórum de Desenvolvimento Corporativo, evento relacionado à conferência Rio+20.

Questionada sobre quando o reajuste virá, Graça respondeu duas vezes, de forma direta: "Eu não tenho data". Depois, diante da insistência dos jornalistas, reafirmou: "Eu não posso dar uma data porque eu não tenho uma data".

Mas falou que a questão do reajuste dos preços dos combustíveis foi discutida na quinta-feira (14), em Brasília, na reunião do Conselho de Administração da Petrobras, que aprovou o Plano de Investimentos 2012-2016. Ela não revelou detalhes da discussão acerca do tema.

"Todas as semanas, todos os meses, nós trabalhamos com o Conselho de Administração, a nossa caixa, a nossa capacidade de investimento", afirmou ela.

De acordo com Graça Foster, os investimentos para este ano detalhados no Plano de Negócios não serão afetados caso o aumento dos preços não venha neste ano.

"Este ano de 2012 nós vamos fazer, certo e líquido, R$ 11 bilhões a mais do que fizemos no ano passado. Não haverá neste ano, não há nenhum compromisso, nenhuma perda de capacidade de investimentos para este ano de 2012. Ela está garantida", disse ela.

A presidente da petroleira falou ainda que a queda do preço do Brent acabou sendo de pouca valia em razão da desvalorização do real frente ao dólar.

"Este ano tivemos uma suave queda do Brent, com relevante subida do dólar aos patamares de R$ 2. Uma depreciação do real. Nós continuamos com uma defasagem de preço. Mesmo quando o Brent estava US$ 125 e o dólar R$ 1,65, R$ 1,70. A defasagem continua muito próxima", acrescentou a executiva.

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