A deflação no grupo Transportes puxou a desaceleração no Índice de Preços ao Consumidor - 10 (IPC-10) de junho, assim como a redução no ritmo de crescimento nos preços do grupo Saúde e Cuidados Pessoais. Em junto, o IPC-10 subiu 0,33%, após ter registrado aumento de 0,51% em maio, segundo informou, nesta sexta-feira (15), a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
No mesmo período, o grupo Transportes saiu de uma variação positiva de 0,23% para um recuo de 0,52%, enquanto o grupo Saúde e Cuidados Pessoais deixou a taxa de 1,05% em maio para um aumento menor, de 0,50%, em junho. Os destaques nessas classes de despesa foram automóvel novo (de 0,01% para -2,74%) e medicamentos em geral (de 2,29% para 0,64%).
Houve deflação ainda nos grupos Comunicação (de -0,06% para -0 15%) e Educação, Leitura e Recreação (de 0,18% para -0,02%); e desaceleração em Despesas Diversas (de 3,97% para 3,03%) e Habitação (de 0,42% para 0,34%). Nestes grupos, destacam-se os itens tarifa de telefone residencial (de -0,18% para -0,43%), cigarros (de 10,77% para 7,37%), tarifa de eletricidade residencial (de 1,09% para 0,33%) e hotel (de 1,23% para -0 08%).
Houve aumento nas taxas de variação de Alimentação (de 0,38% para 0,73%) e Vestuário (de 0,47% para 0,56%), sob influência, principalmente, dos aumentos em hortaliças e legumes (de -0,22% para 9,23%) e calçados (de 0,03% para 0,64%).
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