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análise

Diretor do FMI não vê risco para superávit do País

O crescimento brasileiro deve atingir taxas de 4% a 4,5% nos próximos 18 meses, estimou Batista Junior

Publicado em 31/07/2012, às 13h43

Da Agência Estado

O diretor executivo do Brasil e de mais oito países no Fundo Monetário Internacional (FMI), Paulo Nogueira Batista Junior, acredita que as medidas anticrise que estão sendo adotadas pelo governo até o momento não apresentam riscos para o cumprimento do superávit primário do País deste ano, cuja meta é de 3,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

"A preocupação principal do governo é reativar a economia não só com incentivos fiscais, mas também por meio de crédito e redução de juros", afirmou o dirigente, durante mesa redonda sobre o posicionamento global dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O crescimento brasileiro deve atingir taxas de 4% a 4,5% nos próximos 18 meses, estimou Batista Junior. Otimista, o dirigente acredita que o efeito do juro mais baixo ainda não foi completamente sentido pela economia. Ele disse ainda que esta avaliação leva em conta o cenário atual, sem grandes "colapsos" na economia europeia e sem considerar a hipótese de uma nova rodada de estímulos por parte do governo, que vem sendo esperada para agosto.

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