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Emprego

Como encarar uma demissão

Especialistas ensinam como conseguir se recolocar no mercado de uma maneira menos traumática e com mais rapidez e sabedoria

Publicado em 06/08/2012, às 07h00

Raissa Ebrahim

Tudo bem que você não precisa sair sorrindo da empresa depois de receber a notícia de que foi demitido. Mas sair de cabeça baixa também não vai adiantar de muita coisa. De acordo com especialistas, seguindo algumas dicas é possível conseguir se recolocar no mercado de uma maneira menos traumática e com mais rapidez e sabedoria.

Primeiro é preciso ter em mente que a demissão nem sempre é prova de incompetência. Ela pode ser causada por centenas de fatores, incluindo alguns bem comuns, como concorrência e cortes por problemas financeiros.
E, justamente para não ficar à mercê da própria (e muitas vezes fértil) imaginação, a primeira dica é não ir embora com dúvidas.

“Pergunte por que está sendo mandado embora. É seu direito saber o motivo, para ter consciência exata do que levou seus superiores a abrirem mão dos seus serviços. Assim, saberá se a causa da demissão veio da empresa ou do seu desempenho e saberá exatamente em que melhorar, para não passar pela mesma situação no emprego seguinte”, explica Roberto Picino, diretor da Page Personnel, uma das maiores empresas globais de recrutamento especializado em profissionais de suporte à gestão.

Também não vale criar tumulto ou inimizades na hora da rescisão. É melhorar segurar a onda e tentar manter sua rede de contatos profissionais saudável. Luís Fernando Martins, também da Page Personnel, aconselha ainda que você pare para refletir e ponha em mente perguntas como: Por que perdeu o emprego? O que poderia ter feito para garanti-lo? Qual é o seu maior potencial? Que perfil profissional gostaria de ter? Qual cargo ou empresa é compatível com tal perfil?

Na busca, a Page aconselha ter consciência e trabalhar seu diferencial, para deixá-lo à vista dos outros empregadores. Ter visão de futuro também é essencial, para evitar perder tempo procurando oportunidades sem ter certeza do que quer encontrar.

“É preciso tratar com maturidade o momento da demissão, pedir feedbacks sinceros, analisar o que realmente faz sentido e refletir. Ver todos os detalhes para trabalhar em cima disso e, no próximo emprego, ter consciência do que desenvolver melhor, evitando também se candidatar a uma vaga que exige justamente os gaps antiga ocupação”, reforça Martins.

O próximo grande passo é se preparar para as próximas oportunidades: rever currículo, atualizá-lo com informações pertinentes à área de interesse, procurar dicas de como obter sucesso em uma seleção ou uma entrevista.

“Em relação ao currículo, é preciso entender para que empresa ele está sendo montado. Cada empresa exige um currículo diferente, destacando pontos positivos que fazem sentido para cada empregador”, esclarece o consultor.“A mesma ideia vale para a hora da entrevista: é preciso entender bem em que segmento a empresa atua, conhecer suas peculiaridades.”

Outra atitude que pode levar você para frente, segundo Martins, é entrar em contato com sua rede de profissionais. Sem precisar ficar constrangido em pedir indicações, vale ressaltar. Afinal, o novo cargo não cairá do céu, além de que indicações costumam ser bem-vindas.

“Vale até pedir indicações ao próprio gestor que decidiu pela demissão. A depender, claro, dos motivos que ele dará para o desligamento. Afinal uma funcionário pode não fazer sentido numa empresa naquele determinado momento, mas se encaixar muito bem em outra companhia”.

Também é bom lembrar de controlar os gastos. “Você não sabe quanto tempo vai ficar sem emprego. Acreditar no seu potencial é importante, mas ter pé no chão também é essencial”, aconselha o especialista.

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