Cerca de 60% dos servidores da Controladoria Geral da União (CGU), vinculados ao Ministério da Transparência e Combate à Corrupção, estão paralisados desde a última segunda-feira (6) em todo o Brasil. Estes profissionais são responsáveis, entre outras coisas, pela auditoria de sorteios de municípios fiscalizados pela CGU e posterior encaminhamento de dados ao Tribunal de Contas.
De acordo com Rosa Amélia, uma das líderes do movimenbto e representante do Sindicato Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle (Unacon), os servidores reinvidicam melhorias nas condições de trabalho. "Nós apenas queremos negociar com o governo a possibilidade de reposição das perdas salariais pela inflação desde 2010 e algumas questões relacionadas à melhorias na carreira", afirmou.
A paralisação tem caráter nacional e seus efeitos já podem ser percebidos. Segundo Rosa Amélia, em Pernambuco, apenas um pequeno número de servidores que deveriam auditorar a fiscalização das três últimas cidades pernambucanas sorteadas (Sirinhaém, Condado e Itacuruba), não aderiu à paralisação. Além disso, a greve já atingiu cerca de 35 órgãos federais.
Os servidores se reuniram nesta terça (7) na frente do prédio da CGU na Avenida conde da Boa vista, região central do Recife, e voltam a trabalhar em estado de greve amanhã (8). Segundo o Unacon, a possibilidade de uma nova paralisação não está descartada.
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