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Intercâmbio

Intercâmbio não tem idade

Pessoas que não tiveram tempo de estudar fora durante a vida profissional encontram na aposentadoria a oportunidade perfeita.

Publicado em 27/04/2015, às 08h09

Rosana esperou a aposentadoria, em 2013, para se dedicar ao inglês, no Canadá / Foto: Acervo Pessoal

Rosana esperou a aposentadoria, em 2013, para se dedicar ao inglês, no Canadá

Foto: Acervo Pessoal

Talita Barbosa
tbarbosa@jc.com.br

O crescimento exponencial do número de intercambistas com mais de 50 anos comprova que idade nunca foi um empecilho para os que desejam realizar o sonho de conhecer novas culturas, idiomas e vivenciar experiências únicas e diversas ao redor do mundo.

De acordo com o Student Travel Bureau (STB), a quantidade de intercambistas com mais de 50 anos aumentou cerca de 40% nos últimos cinco anos. Conforme o instituto, esse público busca especialmente atividades ligadas ao estilo de vida durante a viagem e afirma querer aprender coisas diferentes e resgatar paixões adormecidas com o passar dos anos. “Fazer um intercâmbio foi uma das melhores coisas que arranjei nesses últimos anos. Vi um outro mundo, voltei chorando pra cá e já estou planejando voltar. Quando eu me aposentei, em 2013, decidi que queria fazer um curso de inglês porque como eu já estava aposentada, a minha intenção era dedicar meu tempo para viajar e aproveitar. Realmente foi uma experiência maravilhosa, que eu recomendo para qualquer pessoa da minha idade. Conheci pessoas incríveis, fiz amigas asiáticas, canadenses e abri minha cabeça para uma nova forma de viver”, conta Rosana Rocha, 54 anos, que fez um intercâmbio em Vancouver, no Canadá, através da Dreams Intercâmbios. 

Para atender a esse público e quebrar a homogeneidade das viagens tradicionais, são montados roteiros exclusivos que incluem passeios diversificados, acomodações especiais e cursos com metodologia específica. “Hoje, o intercâmbio é um serviço muito mais flexível. Quando pensávamos em intercâmbio antes, vinha em nossa mente a imagem  daquele estudante de ensino médio que iria estudar nos Estados Unidos. Porém, o cenário mudou, e estar na terceira idade não é mais um empecilho para aqueles que querem ter essa experiência, pelo contrário, as flexibilidades de datas, as facilidades de voo e a didática específica para esse público, transformou  o que era um obstáculo em um verdadeiro “empurrãozinho” para a realização desse sonho”, afirma Gian Cintra, diretor da Dreams Intercâmbios.

Desmistificando a ideia de que intercâmbio é só para jovens, a sócia da agência Hi Bonjour, Camilla Lopes, afirma que quando a agência foi aberta, em 2013, a procura por esse tipo de intercâmbio era nula, mas já no ano seguinte o interesse cresceu muito, o que levou a empresa a criar os pacotes voltados para o público da terceira idade.

“Diante da crise, a procura por intercâmbios para os mais jovens caiu, porque esses geralmente dependem dos pais para bancar a viagem. Já entre o público com mais de 50 anos, a procura aumentou muito. Os intercambistas dessa idade demonstram sempre uma avidez maior para aproveitar tudo o que aquela experiência tem para oferecer a elas”, diz. 

Ainda segundo a empresária, cidades como Montreal, Vancouver e Quebec são os destinos preferidos dos clientes com mais de 50 anos da agência. “A terceira idade é a melhor época para se investir num intercâmbio cultural, já que nessa fase da vida não há aquela pressão para aprender o idioma logo para receber uma promoção de trabalho”, pondera. “Muitos dos nossos clientes preferem vir em grupos e oferecemos também preços atrativos, que possibilitam a realização desse desejo. Além do ensino do idioma mais voltado para a conversação, eles têm a oportunidade de fazer passeios por conta própria ou em grupo, tanto na própria cidade quanto nas regiões próximas”, conclui Camila. 

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