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Fazenda

Governo estuda liberar FGTS para pagar dívidas, afirma Meirelles

Meirelles afirmou que a questão será definida nesta quinta-feira (15), antes do anúncio de medidas de estímulo à economia

Publicado em 14/12/2016, às 18h53

Para o ministro, a aprovação em segundo turno da PEC do Teto de Gastos pelo Senado ontem (13) demonstrou que a agenda de reforma econômica continua forte apesar da crise política / Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Para o ministro, a aprovação em segundo turno da PEC do Teto de Gastos pelo Senado ontem (13) demonstrou que a agenda de reforma econômica continua forte apesar da crise política
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou nesta quarta-feira (14) que o governo estuda flexibilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), permitindo o uso de parte dos recursos para o pagamento de dívidas. Segundo Meirelles, a questão será definida na quinta-feira (15), antes do anúncio previsto de medidas de estímulo à economia.

“Estamos estudando, sim, a questão do FGTS, se é realmente justificável e quais os impactos econômicos de se permitir que o trabalhador use uma parcela para pagar dívidas de alto custo. Toda essa relação de medidas será discutida e decidida amanhã com o presidente da República. A mesma coisa em relação à regularização de débitos tributários”, declarou, referindo-se à possibilidade de novo Refis, programa que facilita o pagamento de dívidas das empresas com o Fisco.

Meirelles falou a jornalistas após um almoço com a bancada do PSDB no Senado. Segundo o ministro, no encontro, houve a programação de um esquema de trabalho entre a equipe econômica e o partido da base aliada, prevendo “consultas e sugestões constantes”.

Para Meirelles, agenda econômica do governo segue forte

Para o ministro, a aprovação em segundo turno da PEC do Teto de Gastos pelo Senado na terça (13) demonstrou que a agenda de reforma econômica continua forte apesar da crise política. A PEC vincula os gastos públicos à inflação do ano anterior por um período de 20 anos.

“Evidentemente [a crise] pode, de um lado, aumentar a incerteza. Mas, por outro, a aprovação da PEC mostra que a agenda continua forte, imperturbável e seguindo o cronograma. Hoje os mercados estavam relativamente calmos por causa da aprovação da PEC”, afirmou Meirelles.

O ministro também demonstrou confiança na aprovação da reforma da Previdência, enviada pelo governo ao Congresso este mês. Na avaliação dele, debater os termos propostos pelo governo é “legítimo”. A reforma formatada pelo Planalto prevê idade mínima de 65 anos para homens e mulheres se aposentarem e um tempo mínimo de contribuição de 25 anos.

“Esse tipo de reforma não se faz sem debate. Em dito isso, a avaliação que recebi dos senadores é que esse debate seguirá normalmente. O senso de responsabilidade dos congressistas em relação à situação do país e, principalmente, da insustentabilidade do presente ritmo dos gastos públicos é o que vai prevalecer neste momento”, disse o ministro da Fazenda.

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Comentários

Por Luiz Ignacio de Dilma Vana da Silva,14/12/2016

Os banco estão nervosos para tomar o FGTS do trabalhador. Esse negócio que é para o trabalhador pagar grandes dívidas é conversa fiada. Na verdade a intenção dos bancos é avançar também no FGTS dos empregados. Com Lula eles avançaram nos salários e nas aposentadorias. Hoje, com o crédito consignado, os Bancos tomam parte do salário do trabalhador antes que ele mesmo o receba do patrão. E o pobre trabalha para os bancos anos a fio. Ganha o salário e este é repassado logo aos banqueiros. A classe mais pobre carrega a classe A nas costas mesmo. Eis ai mais uma prova. Mas não digam que é coisa de Temer, não. Dilma já vinha se preparando para fazer isso. Ninguém prejudicou o trabalhador mais do que o PT. Estimulou o consignado na aposentadoria, no salário do trabalhador. Tudo para repassar o dinheiro aos bancos. Um cinismo o PT dizer que fez alguma coisa pelo trabalhador. Fez sim… Deu o salário e a aposentadoria do pobre aos banqueiros. Agora Meirelles, emissário dos banqueiros está lá para continuar a sangria. Tudo para ajudar o trabalhador.



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