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Cobrança de Bagagem

Avianca não cobrará por bagagem despachada já a partir de 14 de março

Presidente da Avianca Brasil disse que a empresa pretende criar diferentes grupos tarifários para seus clientes

Publicado em 03/03/2017, às 19h06

De acordo com Frederico Pedreira, a Avianca deseja criar um programa que seja atrativo e coerente com o histórico de serviços da companhia / Divulgação
De acordo com Frederico Pedreira, a Avianca deseja criar um programa que seja atrativo e coerente com o histórico de serviços da companhia
Divulgação
Estadão Conteúdo

A Avianca Brasil não começará a cobrança por bagagem despachada já em 14 de março, quando passará a valer a nova regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) relativa aos direitos e deveres dos consumidores de serviços aéreos.

"Nós chegamos à conclusão de que precisamos de mais tempo, queremos estudar o tema durante os primeiros meses", disse o presidente da Avianca Brasil, Frederico Pedreira, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Segundo o executivo, a empresa deseja criar um programa que seja atrativo e coerente com o histórico de serviços da companhia.

Questionado sobre os planos da empresa, Pedreira afirma que a ideia é criar diferentes grupos tarifários: um mais barato, destinado aos clientes "mais sensíveis a preço" e que viajam apenas com bagagem de mão, e outro que inclui o despacho de bagagem.

"Os passageiros sem bagagem (despachada) não têm que pagar pelos que levam. Claramente, teremos uma classe tarifária mais barata para esse cliente", diz. Segundo o presidente da Avianca Brasil, os planos ainda vislumbram que os usuários Premium possam comprar passagens sem direito a franquia e usar os benefícios dessa categoria para despachar malas.

Quanto à comparação com os atuais preços dos bilhetes aéreos, Pedreira diz que a categoria que não despacha malas terá tarifas mais atrativas. Segundo o executivo, o fato de os passageiros optarem por não despacharem malas implica menos peso nas aeronaves e, consequentemente, custos mais baixos, uma vez que o consumo de combustível será menor.

"Menos custo vai permitir fazer tarifas mais atrativas. Nosso objetivo é fazer com que o setor aéreo retome como um todo", afirma. Pedreira ainda avalia que os estudos da Avianca Brasil a respeito dos grupos tarifários deverá levar, ao menos, três meses.

Ontem, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, disse que o fim da franquia de bagagens poderá ser revisto se não resultar em redução dos preços das passagens. Segundo Quintella, o objetivo do governo, ao adotar a medida, foi criar um mercado de serviço aéreo de baixo custo, o chamado "low cost", no Brasil.

As novas regras da Anac acabam com o transporte gratuito de malas com até 23 quilos em voos domésticos ou de duas malas com até 32 quilos em voos internacionais. Passa a existir uma tarifa de bagagem cujo preço será estabelecido pelas empresas.

Sobre a bagagem de mão, que tinha limitação de gratuidade em malas com até cinco quilos, o limite do transporte gratuito foi aumentado para malas com pelo menos 10 quilos. O tíquete das aéreas terá de especificar claramente quais os valores que serão cobrados dos usuários.

Presidente da Avianca Brasil afirma que 2017 deve ser um ano mais estável

Questionado a respeito das perspectivas da Avianca Brasil para este ano, Pedreira afirma que 2017 deve ser mais estável que o ano passado, mas ainda não deve ser um ano bom. "O ano está começando devagar, mas claramente o mercado parou de cair", diz. "Mas, até voltar a crescer, ainda há um longo caminho."

O executivo ressalta, no entanto, que a empresa continuará investindo em sua frota e em outras iniciativas, como o entretenimento a bordo. Segundo Pedreira, esses investimentos são fundamentais para que a Avianca Brasil esteja preparada para capturar as oportunidades que surgirem quando o mercado aéreo brasileiro começar sua retomada.

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Comentários

Por Carlos,06/03/2017

Essa ANAC parece que só regulamenta contra o povo brasileiro. A história do Brasil, todo sabem, não é igual da Europa ou EUA ou Canadá. Aqui, empresários não merecem crédito. Eles não irão baixar preços de passagens nenhuma, mesmo com o pagamento das tarifas de bagagens. Então volto a perguntar: não foi proibido pelo Senado, esse tipo de cobrança? Não passou nem 6 meses e já derrubaram a decisão? Tem gente muito, mas muito interessada nisto.

Por Tito,04/03/2017

O povo já se aglomerava no embarque para correr e enfiar as "malinhas de bordo" dentro da cabine. Agora é que vai virar uma bagunça dentro do avião, com todo mundo querendo levar tudo na mão. Virou ônibus. E o preço, claro, não cairá. Essas agências "regulam" muito bem os setores. Só resta saber para quem.



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