Jornal do Commercio
BANCO CENTRAL

Há elevado nível de ociosidade na economia, diz diretor do BC

De acordo com os slides da apresentação divulgados pelo BC, o desempenho da atividade econômica vem sendo consistente com a estabilização no curto prazo

Publicado em 20/04/2017, às 14h52

Carlos Viana tem a perspectiva de recuperação gradual da atividade econômica ao longo do ano / Foto: Beto Nociti/BCB
Carlos Viana tem a perspectiva de recuperação gradual da atividade econômica ao longo do ano
Foto: Beto Nociti/BCB
Estadão Conteúdo

O diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Carlos Viana, disse nesta quinta-feira (20) em Washington que a economia brasileira ainda apresenta alto nível de ociosidade. Apesar disso, ele transmitiu a participantes de um evento promovido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na capital norte-americana a perspectiva de recuperação gradual da atividade econômica ao longo do ano.

De acordo com os slides da apresentação divulgados pelo BC, o desempenho da atividade econômica vem sendo consistente com a estabilização no curto prazo. O cenário internacional, conforme a apresentação, segue incerto, mas com a economia global apresentado atividade mais forte e impacto positivo dos preços das commodities, apesar da volatilidade recente.

Viana pondera em sua apresentação que há incertezas sobre a continuidade do crescimento global, bem como em relação aos atuais níveis de preços das commodities.

Ao repetir pontos que foram considerados na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês, quando a taxa básica de juros foi reduzida em 1 ponto porcentual, o diretor do BC mostrou que a alta incerteza no cenário global pode tornar a desinflação mais difícil.



A aprovação de reformas "fundamentais à sustentabilidade fiscal" pode ser um processo prolongado e envolve incertezas, segundo Viana. Essas reformas, incluindo a da Previdência, são importantes à sustentabilidade do processo de desaceleração da inflação, além da redução da taxa de juros estrutural da economia, avaliou o diretor.

Inflação

Na apresentação, Viana reforçou a avaliação da instituição de que a inflação apresenta dinâmica favorável, com sinais de baixa persistência. Ele transmitiu aos participantes que o processo de desinflação está mais disseminado no Brasil e que as expectativas sobre a inflação estão ancoradas abaixo da meta, de 4,5%, para 2017.

Os slides da apresentação foram publicados no site do BC. De acordo com seu conteúdo, Viana salientou o que os alimentos mostram choque favorável. Sem esse choque, a inflação medida pelo IPCA seria aproximadamente 0,3 ponto porcentual maior nos últimos dois trimestres.


Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Educação, emprego e futuro Educação, emprego e futuro
Investir em educação é um pressuposto para o crescimento econômico, a geração de empregos e o aumento da renda. Aos poucos, empresas dos mais variados setores entram numa engrenagem antes formada apenas pelo poder público.
Pernambuco Modernista Pernambuco Modernista
Conheça a intimidade de ateliês, no silêncio de casas, na ansiedade de pincéis sujos para mostrar como, quase nonagenária, a terceira grande geração da arte moderna de Pernambuco vai atravessando as primeiras décadas do século 21
A crise que adoece A crise que adoece
Além dos índices econômicos ruins, a recessão iniciada em 2014 no Brasil cria uma população mais doente, vítima do estresse causado pela falta de perspectivas. A pressão gera problemas psicológicos e físicos, que exigem atenção.

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM