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BNDES

Costa: área de Planejamento do BNDES tem missão de reinventar o banco

BNDES deve ter maior planejamento estratégico da história com metas até 2030

Publicado em 11/08/2017, às 18h56

BNDES terá planejamento estratégico com meta a médio e longo prazo / Foto: ABr
BNDES terá planejamento estratégico com meta a médio e longo prazo
Foto: ABr
Estadão Conteúdo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai desenvolver a partir de agora o maior planejamento estratégico de sua história, com horizontes de médio prazo (2023) e longo prazo (2030), afirmou nesta sexta-feira (11) o novo diretor da área de Planejamento e Pesquisa do banco, Carlos da Costa.

De acordo com o executivo, seu desenvolvimento contará com a participação da sociedade e também de consultores externos internacionais. "A missão da área de Planejamento será reinventar o banco", disse.

Costa afirmou que tanto o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, quanto o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, acreditam que um banco de desenvolvimento tem um papel importante para o País. Antes de Costa assumir já havia a intenção de se desenhar esse novo planejamento.

Segundo ele, a economia brasileira ainda tem muitos desafios em setores com falhas de mercado significativas. Entre as missões importantes ele mencionou o estímulo à interiorização, crédito para projetos de longo prazo e profundidade no tratamento de pequenas e médias empresas.

"A diretriz é atuar em áreas em que faça sentido um banco de desenvolvimento público atuar. Áreas em que o mercado privado de crédito não tenha apetite", disse.



Demanda por crédito

Costa preferiu não fazer projeções sobre os desembolsos do banco de fomento em 2017, mas demonstrou otimismo sobre a retomada da demanda. Ele destacou que os indicadores de confiança do empresariado ficaram muito deprimidos nos últimos anos e, fatalmente, a demanda por crédito caiu.

"Não podemos ter uma postura passiva. Temos que fazer nossa parte para encontrar alternativas que ajudem no retorno do desenvolvimento. Acreditamos na retomada da demanda por essas linhas do BNDES nos próximos meses", sinalizou Costa.

No ano passado os desembolsos somaram R$ 88,3 bilhões, menor montante desde 2007. A última estimativa do superintendente de Planejamento e Pesquisa do banco, Fabio Giambiagi, era que em 2017 os desembolsos do banco deveriam cair R$ 10 bilhões em relação ao ano passado, para R$ 78 bilhões.

Costa e Carlos Thadeu de Freitas, novo diretor das áreas de Crédito, Financeira e Internacional do BNDES, tomaram posse nessa sexta-feira, após terem seus nomes oficialmente aprovados pelo Conselho de Administração do BNDES.

Os dois foram indicados nas vagas anteriormente ocupadas por Claudio Coutinho (Financeiro) e Vinicius Carrasco (Planejamento) Ambos pediram demissão em julho, por conta de divergências com a gestão do presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro. O estopim foram críticas de Rabello ao modelo proposto para a nova taxa de juros que balizará os empréstimos do BNDES, a Taxa de Longo Prazo (TLP).


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