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Reforma trabalhista vai desafogar Justiça do trabalho, diz ministro

O presidente do TST, ministro Ives Gandra Filho, afirmou hoje que a reforma trabalhista deve desafogar a tramitação de processos na Justiça do trabalho.

Publicado em 13/09/2017, às 15h58

Brasília - Para o presidente do TST, Ives Gandra, a reforma confere flexibilidade às negociações entre empregado e patrão / Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Brasília - Para o presidente do TST, Ives Gandra, a reforma confere flexibilidade às negociações entre empregado e patrão
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Agência Brasil

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra Filho, afirmou hoje (13) que a reforma trabalhista deve desafogar a tramitação de processos nas diversas instâncias da Justiça do trabalho.

Durante café da manhã com jornalistas no Tribunal, o ministro informou que, dos 16 mil juízes que atuam em todo país, um quarto deles, isto é 4 mil, atuam na Justiça trabalhista e teriam analisado 3 milhões de processos no ano passado. No TST, a média é de 250 a 300 mil ações por ano, número que representa, comparativamente, mil vezes mais que o volume registrado na Itália, por exemplo.

Os críticos à reforma, sancionada em julho pelo presidente Michel Temer, argumentam que a nova legislação precariza as condições de trabalho. O ministro Ives Gandra, no entanto, argumentou que a reforma confere flexibilidade às negociações entre empregado e patrão.

"A reforma trabalhista, na parte processual, está sendo fantástica. A principal vocação do juiz trabalhista é conciliar. Se conseguir conciliar, promove a paz social", disse o ministro.



Visitação

Durante o café da manhã, o ministro anunciou que a partir do próximo sábado (16), o TST estará aberto para visitação do público externo. De acordo com a assessoria do órgão, cerca de 250 estudantes, principalmente do curso de Direito, visitam semanalmente o local, em geral para acompanhar sessões de julgamento.

Acompanhados de guias, os visitantes terão acesso a nove pontos, incluindo as salas das sessões, o gabinete da presidência e os jardins suspensos, localizados no 6° andar do prédio do tribunal, que tem o projeto assinado por Oscar Niemeyer. Foram treinados para a função, por uma empresa de turismo, recepcionistas e servidores do próprio tribunal. Em dois andares do prédio, são exibidos painéis de Francisco Brennand e de Athos Bulcão.

Os passeios serão realizados aos sábados, das 15h às 16h e das 16h às 17h. O agendamento prévio será necessário somente para visitas de grandes grupos. A entrada será franca.

Futuramente, as visitas deverão ser estendidas aos domingos e feriados, e uma linha de ônibus especial com destino ao TST pode ser implantada. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail cepres@tst.jus.br ou pelo telefone (61) 3043.4469.


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