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MUDANÇAS

BNDES terá duas categorias para financiar infraestrutura

Em 2017, a política operacional não permitia que projetos menos prioritários recebessem crédito. Agora eles podem tomar até 60% nos juros do BNDES

Publicado em 11/01/2018, às 18h29

O veto a empréstimos para projetos de usinas termelétricas a carvão, introduzido na política operacional de janeiro de 2017, será mantido  / Foto: MPT- PARÁ
O veto a empréstimos para projetos de usinas termelétricas a carvão, introduzido na política operacional de janeiro de 2017, será mantido
Foto: MPT- PARÁ
Estadão Conteúdo

Ao fazer ajustes na política operacional de crédito, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desfez parte das restrições impostas no início de 2017, ainda na gestão de Maria Silvia Bastos Marques. Uma das mudanças foi nas condições de financiamento para os projetos de infraestrutura, que foram simplificadas e terão mais incentivos para a emissão de debêntures.

Na política operacional anunciada em janeiro de 2017, havia seis faixas de prioridade nas condições de financiamento para infraestrutura. Os projetos com prioridade máxima poderiam receber até 80% do valor do projeto na antiga TJLP. Os de menor prioridade recebiam zero de crédito mais barato.

Mudanças

Agora, na nova política operacional, haverá apenas duas categorias para os projetos de infraestrutura. Os mais prioritários poderão receber até 80% na nova TLP, taxa de juros que substituiu a TJLP a partir deste ano. Os menos prioritários poderão tomar até 60% nos juros do BNDES. O veto a empréstimos para projetos de usinas termelétricas a carvão, introduzido na política operacional de janeiro de 2017, será mantido.



Segundo o diretor de Planejamento do BNDES, Carlos Da Costa, nas condições de crédito para a infraestrutura é o campo da política operacional no qual se materializará uma "parceria com o mercado de capitais". Por isso, as regras anunciadas nesta quinta-feira, 11, passarão a valer apenas daqui a duas semanas, quando o BNDES anunciará regras de incentivo à emissão de debêntures nos empréstimos aos projetos de infraestrutura.

Costa evitou dar detalhes sobre os novos incentivos à emissão de debêntures. "Se não tiver um determinado porcentual de debêntures, as taxas poderão ser mais altas", afirmou Costa.


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