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RISCO

S&P rebaixa Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento

Em comunicado, a S&P disse que o Brasil está demorando para implementar as reformas que reduzam os riscos fiscais do país, principalmente a da Previdêcia

Publicado em 11/01/2018, às 20h01

Desde fevereiro de 2016, o Brasil estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento / Foto: ABr
Desde fevereiro de 2016, o Brasil estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento
Foto: ABr
ABr

A agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) rebaixou o Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento com perspectiva estável. A redução da nota do país foi divulgada desta quinta-feira (11) à noite.

A perspectiva estável significa que a agência terá de esperar pelo menos seis meses para alterar a nota do país. O grau de investimento representa a garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública.

Em comunicado, a S&P informou que o Brasil está demorando para implementar as reformas que reduzam os riscos fiscais do país, principalmente a da Previdência. “Apesar de vários avanços da administração [Michel] Temer, o Brasil fez progresso mais lento que o esperado em implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento”, justificou a agência.



Níveis abaixo

Desde fevereiro de 2016, o Brasil estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento. As outras duas principais agências de classificação de risco, Fitch e Moody’s ainda não alteraram a nota do país e continuam a manter o Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento.

O Ministério da Fazenda ainda não se manifestou, mas informou que divulgará uma nota oficial sobre a decisão da Standard & Poor's.

No fim de dezembro, o ministro Henrique Meirelles fez uma teleconferência com as três principais agências de classificação de risco. Ele tinha pedido que a S&P, a Fitch e a Moody’s aguardassem a votação da reforma da Previdência, prevista para fevereiro, antes de tomarem qualquer decisão sobre a nota do Brasil


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