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Copa do mundo

Restos da Copa, mercadorias de 2014 voltam a ser vendidas em Salvador

O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas), Paulo Motta, está otimista em relação às vendas

Publicado em 15/05/2018, às 10h05

Paulo Sérgio Soares, dono de loja de tecidos, repôs mercadorias à venda / Foto: Marina Silva/CORREIO
Paulo Sérgio Soares, dono de loja de tecidos, repôs mercadorias à venda
Foto: Marina Silva/CORREIO
Da Redação do Correio (BA)

Se, para alguns comerciantes a Copa do Mundo pode simbolizar um gol de placa para melhorar as contas, para outros ainda é preciso ter cautela. Paulo Sérgio Soares, 49 anos, é um esperançoso cauteloso. Ele é sócio proprietário da loja São Bento, no Centro de Salvador, especializada em tecidos, e contou que na última Copa do Mundo, em 2014, quase levou um 7x1 nas vendas.

“Do investimento que fizemos na Copa passada, sobraram quase 40% dos produtos. Isso é muito. Este ano, eu acredito que as coisas devem melhorar um pouco, mas ainda não será como nas Copas antes da crise, quando a gente vendia bastante”, afirma.

Ontem, o movimento na loja estava grande. Segundo os vendedores, os tecidos mais procurados são aqueles com estampas em verde e amarelo. O metro está sendo vendido entre R$ 4,90 e R$ 7,90, dependendo do tipo de tecido. Os produtos chegaram na loja dele em abril, mas a procura começou para valer na última semana.



Otimismo

O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado da Bahia (Sindilojas), Paulo Motta, está otimista em relação às vendas. Ele acredita que, com o Mundial, as lojas vão vender mais do que no ano passado.

“Nós estamos com muito cuidado em fazer previsões porque os consumidores estão muito cautelosos. Em junho também tem São João e Dia dos Namorados. Mas estamos projetando um aumento de 5% em relação à última Copa, de 2014”, explica Motta.

Atualmente, existem cerca de 12 mil lojas em Salvador. Juntas, elas empregam 125 mil trabalhadores. Na Bahia, são 45 mil estabelecimentos com 250 mil funcionários empregados, de acordo com dados do Sindilojas.


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