Bairros planejados vão 'brotar' nos novos polos de desenvolvimento de Pernambuco. Pelas mãos da iniciativa privada, complexos imobiliários vão despontar no entorno das regiões que abrigam grandes empreendimentos, a exemplo do Porto de Suape, Litoral Norte e São Lourenço da Mata e Camaragibe. Só neste mês três projetos serão anunciados: Atlântica (Goiana), Convida Suape (Cabo de Santo Agostinho) e FMSA (Camaragibe). Este último, inclusive, será apresentado hoje. Até o final de junho, outros dois negócios serão apresentados pela Rio Ave Empreendimentos (no Cabo de Santo Agostinho) e pelo consórcio Cyrela/Queiroz Galvão, em Ipojuca. Isso sem falar em outros cinco projetos já anunciados (veja arte abaixo).
A explosão do emprego nessas regiões está aumentando a demanda por habitação e estrutura urbana. Se o governo do Estado e as prefeituras não conseguem acompanhar o ritmo da chegada dos empreendimentos, os investidores vão tratar de prover infraestrutura social e ganhar dinheiro com isso.
Hoje, o empresário Antonio Carrilho apresenta a FMSA, empresa que reúne A.B Côrte Real, Romarco, Casa Grande Engenharia, Consulte Engenharia e MASF. O grupo vai lançar um complexo imobiliário no Centro de Camaragibe, onde funcionava a antiga fábrica da Braspérola. A proposta é adotar o conceito de mixed used, reunindo unidades residenciais, comerciais, centros de compras, serviços educacionais e outros benefícios para os moradores.
Com três páginas de anúncio nos jornais do Estado, os sócios Queiroz Galvão, GL Empreendimentos, Cavalcante Petribu e Moura criaram suspense e deixaram antever o tamanho da Atlântica, cidade planejada que vão anunciar no próximo dia 21, em Goiana. O complexo será instalado numa área de 600 hectares (terreno equivalente ao da Refinaria Abreu e Lima, em Suape), nas terras da Usina São José. O diretor regional da Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário (QGDI), Múcio Souto, diz que o projeto será implementado por partes e será norteado por uma pesquisa de mercado para levantar as demandas da região.
"A QGDI decidiu investir em desenvolvimento urbano. Em Goiana queremos aproveitar a movimentação de pessoas que vão precisar morar na região por conta do polo automotivo, alavancado pela montadora da Fiat", comenta. O executivo diz que os empreendedores vão antecipar à demanda. O complexo reunirá moradia, comércio e serviços, infraestrutura, esporte e lazer, saúde, educação, hotelaria e cultura.
Outro gigante que será apresentado na próxima semana será o Convida Suape, empreendimento das empresas Moura Dubeux Engenharia e Cone S.A. A proposta é erguer uma cidade planejada para uma população de 100 mil habitantes e atender à avalanche de empregos das empresas instaladas em Suape e no Cone Suape (Condomínio de negócios da Cone).
O complexo será apresentado durante um megaevento no Teatro Santa Isabel, na próxima terça-feira, às 19h. A cidade ficará localizada no Cabo de Santo Agostinho, às margens da BR-101. A proposta é oferecer planejamento urbano completo, incluindo habitação, equipamentos de lazer, infraestrutura, comércio, escolas e serviços médicos públicos. A intenção é prover qualidade de vida para quem mora na região, que em 25 minutos poderá chegar no Porto de Suape.
Na região do porto também vai despontar o projeto Cidade Nova (nome ainda provisório), encampado pela Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário (QGDI), Cyrela Brazil Realty e Usina Ipojuca. A expectativa é que o projeto movimente investimentos da ordem de R$ 5 bilhões. O bairro planejado será implantado na entrada do município de Ipojuca, na PE-60, numa área de 230 hectares que pertence à usina.
"O empreendimento vai contribuir para suprir o problema histórico de moradia, sobretudo nessa região de Suape, que comemora a chegada das indústrias, mas sofre com a ocupação urbana desordenada", observa o diretor-superintendente da Cyrela no Nordeste, André Phyton. O projeto da Cidade Nova vai sair do papel por etapas. A primeira delas será a construção de 8 a 10 torres residenciais, com investimento estimado em R$ 200 milhões. Serão 600 unidades habitacionais voltadas para a população de classe C. "Vamos apostar primeiro nesse público porque se trata de uma necessidade de curtíssimo prazo", explica o executivo.
As torres terão oito pavimentos e vão oferecer apartamentos de 50 a 80 metros quadrados. A estimativa é que os preços variem de R$ 150 mil a R$ 300 mil. Num segundo momento será avaliada a construção de habitações de alto padrão e o restante dos equipamentos de uma cidade planejada.
A Rio Ave Empreendimentos espera lançar até o final de junho seu projeto de complexo imobiliário, no Cabo de Santo Agostinho. O diretor comercial, Alberto Ferreira da Costa Júnior, adianta que a proposta é construir de 10 mil a 14 mil unidades habitacionais.
Comentários
ola eu moro em ipojuca e sei que a cidade tem problemas o prefeito nao liga para o povo ipojucano e nen da cidade so do dinheiro as pessoais fazem casa do jeito q dar nao dar pra crescer .. e uma vergonha af
oi Jose maria,veja este imforme.
j.s.fferramentaria
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