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COMPANHIA AÉREA

Comissário de voo pode ganhar até R$ 7 mil

Para se tornar integrante de uma empresa de aviação nessa função é preciso passar por provas para ter licença e integrar o setor. Renda inicial é de R$ 2,5 mil

Publicado em 04/06/2012, às 08h02

 / Raissa Ebrahim

A vida de comissário de voo está longe de ser apenas aquele glamour das telas de cinema. Os interessados em ingressar no mercado aéreo precisam, antes de começar a voar, passar por uma série de cursos, provas e treinamentos. Todo o processo, em caso de absorção rápida, chega a durar seis meses em média. Os salários variam hoje entre R$ 2,5 mil, para iniciantes, e R$ 7 mil, para os que conquistam experiência internacional.

O comissário é um técnico de segurança. Seu papel é gerenciar desde a segurança do voo até os serviços de bordo. É o profissional responsável por saber, por exemplo, o que fazer se a aeronave pegar fogo ou algum passageiro se sentir mal.

O regulamento da profissão é recheado de nuances. Pela lei, um tripulante só pode voar 85 horas por mês e precisa ter, no mínimo, oito dias de folga. A cada três fusos horários passados, é necessário acrescentar 2h no descanso. Quando o tripulante chega à sua base de origem, recebe mais 12h de folga.

A hora noturna é composta por 52 minutos e 30 segundos, e não por 60 minutos. "Um tripulante é como um taxímetro. Quanto mais ele voa, mais ele ganha. E igualmente existe a bandeira 2. É uma profissão que trabalha bastante, é verdade. Mas também viaja bastante", compara o diretor do curso de ensino à distância do Centro Educacional de Aviação do Brasil (Ceab), Salmeron Cardoso.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), para se tornar um comissário de bordo é preciso passar primeiro pelo ensino-aprendizagem e ser aprovado por uma escola homologada. Depois o candidato é submetido a um exame aplicado pela própria Anac. Após a aprovação, a pessoa está apta a ingressar em uma empresa aérea, segundo critérios de seleção da própria empregadora.

Admitido, o candidato precisa ainda receber instruções teóricas e práticas sobre o avião, em uma aeronave propriamente dita (no solo) ou em um "mock-up" (simulador), específicas para o tipo de aeronave na qual o aluno irá habilitar-se, num total mínimo de 27 horas-aula.

A empresa precisa oferecer também estágio em voo de, no mínimo, 15 horas, sendo que uma hora deverá ser destinada à realização de cheque (exame prático) aplicado por profissionais credenciados à agência nacional.

Comprovado o estágio e a aprovação no cheque, a companhia solicita à Anac a expedição da licença e do Certificado de Habilitação Técnica (CHT) do contratado, com os quais o agora comissário poderá desempenhar suas atividades profissionais.

Leia mais no JC desta segunda (4)

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