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Operadoras contestam proibição de vender planos saúde determinada pela ANS

Unimed Guararapes de Trabalho Médico, de Jaboatão dos Guararapes, informou que ingressará na Justiça contra a medida

Publicado em 10/07/2012, às 21h09

Da Agência Brasil

RIO DE JANEIRO – A decisão da Agência Nacional de Saúde (ANS) de proibir a comercialização de 168 planos de saúde por 37 operadoras provocou reações diversas nas empresas, que se pronunciaram por meio de notas. A Unimed Guararapes Cooperativa de Trabalho Médico, de Jaboatão dos Guararapes (PE), informou que ingressará na Justiça contra a medida.

“Discordamos da maneira como foi conduzida a análise para a suspensão dos planos de saúde pela ANS. O mecanismo criado pela ANS não permite uma situação fidedigna do atendimento aos beneficiários, por ignorar as deficiências existentes na localidade de atuação das operadoras”, declarou, ressaltando que existe deficiência de leitos nos hospitais privados e de profissionais médicos.

A Unimed Paulistana Cooperativa de Trabalho Médico, preferiu tranquilizar seus clientes e informou que ainda não foi notificada formalmente da decisão da agência reguladora. Alegou, no entanto, que já vem adotando medidas para analisar em maior profundidade a situação, o que deverá ocorrer em curto prazo.

“As ações tomadas neste sentido ainda não se evidenciaram no relatório da ANS, o que certamente irá ocorrer em um breve período de tempo. Entendemos que esta medida tomada pela ANS visa a permitir que estas operadoras de plano de saúde se organizem e se estruturem mais adequadamente.”

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) disse que vai analisar a lista divulgada pela ANS. “Entre as operadoras de medicina de grupo notificadas, deverão ser ponderados quais os motivos para o ato da agência, assim como a localização, tipo de serviço e também número de usuários beneficiados.”

Sobre a necessidade de cumprir prazos máximos de atendimento, a Abramge disse que a maior parte do que está definido em norma já é exercido pelo mercado. Salientou, ainda, que os médicos têm controle total sobre suas agendas de marcação, assim como os laboratórios para exames.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), que representa 15 grupos de operadoras privadas de assistência à saúde, declarou que aguardará que as operadoras atingidas se pronunciem para depois se manifestar.

A Unimed Brasília Cooperativa de Trabalho informou, por meio de sua assessoria, que a diretoria estava reunida e só irá se pronunciar amanhã (11). A Unimed Federação Interfederativa das Cooperativas Médicas do Centro-Oeste e Tocantins e a Unimed Maceió Cooperativa de Trabalho foram procuradas por telefone, mas não houve resposta às chamadas.

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