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SERVIÇO

Plano de saúde terá fiscalização rigorosa

Fórum de Saúde Suplementar vai pressionar pelo cumprimento da regra que estipula os prazos de atendimento. Quem desrespeitar medida será denunciado à ANS

Publicado em 26/07/2012, às 05h30

Leonardo Spinelli

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A suspensão das vendas de sete planos de saúde em Pernambuco – 37 em todo o Brasil – determinada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no início deste mês, não surtiu o efeito desejado. As operadoras de planos simplesmente não conseguem cumprir os prazos de atendimento estipulados pela Resolução Normativa 259 da agência, válida desde dezembro. Nem mesmo a mais simples exigência, a de respeitar o tempo de sete dias para uma consulta com o médico, está sendo cumprida. Diante desta realidade, as entidades que compõem o Fórum de Saúde Suplementar de Pernambuco vão colocar pressão e passar a fiscalizar o cumprimento da medida, no intuito de denunciar as empresas à ANS. A operadora que deixar de cumprir com sua obrigação está sujeita a multas pesadíssimas e outras medidas.

O fórum é uma iniciativa da Defensoria Pública e reúne entidades do setor de saúde suplementar, defesa do consumidor e o Ministério Público. A promotora do consumidor do MPPE, Liliane Fonseca, chegou a cobrar maior atuação da ANS. “A agência precisa observar o cumprimento dos prazos e da suspensão. A ANS tem mais condições do que nós de saber as irregularidades, pois os registros vão direto para ela. No nosso caso, dependemos de denúncia”, criticou. A agência reguladora também faz parte do fórum, mas problemas de agenda dos dirigentes locais e a greve nacional dos trabalhadores do órgão impediram a participação no encontro desta quarta (25).

Repassando o que conversou previamente com diretores da ANS, a presidente do Fórum, a defensora pública Cristina Sakaki, informou que o núcleo local da agência reguladora vai fiscalizar os planos de forma reativa, ou seja, por meio de denúncias da população e pró-ativa, com diligências em hospitais e outros serviços de saúde. “Tanto a Defensoria Pública quanto a ANS vão tomar ações de acordo com suas prerrogativas”, salientou Cristina.

O setor de hospitais é o que mais sente a ineficiência das operadoras de planos de saúde, que vendem mais produtos do que conseguem ampliar a rede de atendimento. Segundo o Sindhospe, sindicato que reúne o interesse dos hospitais, a implementação da RN 259 se mostrou inviável e a maior prova disso é a superlotação dos pronto-atendimentos nas emergências hospitalares da rede privada, “decorrente da demanda reprimida e pela insuficiência da rede credenciada”.

Para o presidente da entidade, Mardônio Quintas, uma solução para o problema seria dar maior agilidade ao pagamento dos honorários médicos de consultas. Atualmente um profissional pode esperar até 90 dias para receber o pagamento pelo serviço. “Nossa proposta é que esse pagamento ocorra em até 48 horas”, comentou o dirigente. Essa medida, avalia, estimularia médicos que estão fora do sistema suplementar a entrar, aumentando o número de profissionais. O entendimento é que muita gente termina lotando os hospitais porque não consegue marcar consultas na rede credenciada. A ideia tem o apoio do Sindicato dos Médicos e da própria Abramge, associação que representa os interesses dos planos de saúde de medicina de grupo, que tem o maior número de usuários. “As empresas estão pressionadas, houve aumento de demanda, mas o pagamento em 48 horas é factível, até porque consultas representam apenas 15% das despesas dos planos.”

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Comentários

Por WASHINGTON SALVIOLI SALGADO,24/09/2012

Como consigo reclamar contra o abuso de 55% de aumento no plano AMIL para AGENCIA REGULADORA DOS PLANOS DE SAÚDES, não consigo falar com a OUVIDORIA, o que faço?

Por washington salvioli salgado,24/09/2012

Onde está a Agência Reguladora de Plano de Saúde para multar pelos aumentos abusivos - Socorro estou sendo roubado. De: WASHINGTON SALVIOLI SALGADO [mailto:wasalvioli@oi.com.br] Enviada em: segunda-feira, 3 de setembro de 2012 09:29 Para: secretaria@amvvar.org.br Assunto: Bom dia Sr° Presidente! Pago Plano de Saúde para o meu Filho ANDERSON DE ALMEIDA SALVIOLI SALGADO a Operadora é AMIL, esse mes, recebi um presente de GREGO, a mensalidade do meu passou de 169,00 para 241,00 Reais, teve um aumento + ou - 73,00 reais, tivemos uma inflação de 5% como a AMVWAR chegou a esse valor absurto? Como o Sº PERMITIU que a Operadora assalltasse o Cliente sem nenhuma oposição de Vc´s? Alguma coisa está errado dentro da AMVWAR? Vou Repassar esse E-MAIL para a Controladora que rege os planos e verficar com eles como pode uma Inflação de 5% passar para 60%? Sim, se não houver uma mudança nesses valores, vou entrar na justiça contra AMVWAR por dano a Econômia do País. Isso é um assalto a mão armada. Atenciosamente,

Por wasnton salvioli salgado,24/09/2012

De: WASHINGTON SALVIOLI SALGADO [mailto:wasalvioli@oi.com.br] Enviada em: segunda-feira, 3 de setembro de 2012 09:29 Para: secretaria@amvvar.org.br Assunto: Absurdo o aumento que a AMIL concedeu neste mês. Cadeia para eles. Pago Plano de Saúde para o meu Filho ANDERSON DE ALMEIDA SALVIOLI SALGADO a Operadora é AMIL, esse mes, recebi um presente de GREGO, a mensalidade do meu passou de 169,00 para 241,00 Reais, teve um aumento + ou - 73,00 reais, tivemos uma inflação de 5% como a AMVWAR chegou a esse valor absurto? Como o Sº PERMITIU que a Operadora assalltasse o Cliente sem nenhuma oposição de Vc´s? Alguma coisa está errado dentro da AMVWAR? Vou Repassar esse E-MAIL para a Controladora que rege os planos e verficar com eles como pode uma Inflação de 5% passar para 60%? Sim, se não houver uma mudança nesses valores, vou entrar na justiça contra AMVWAR por dano a Econômia do País. Isso é um assalto a mão armada. Atenciosamente,

Por Rosa de Freitas,06/08/2012

preciso fazer uma denuncia de uso indevido no meu entender de um dependente de plano de saude, quando deveria estar contratando outro plano e o titular colabora com esta ilegalidade,fornecendo informações que não são verídicas, eu informo com o devido sigilo, apenas para investigação e solução, pois vou fornecer todos os dados.

Por Gilberto Carneiro Leão Jr.,26/07/2012

Sou consultor comercial em saúde suplementar e conheço muito bem as redes referenciadas das operadoras. A grande dificuldade pode, facilmente, ser constatada ao verificar a rede credenciada de cada operadora. Verá que todas são precárias, por exemplo: Em alguns municípios a quantidade de especialista não chega a 4 profissionais para um universo de 10 mil usuários, no município. Eles (as operadoras) alegam que, caso ampliem a rede, as despesas irão aumentar consideravelmente. Uma coisa é certa, eles sabem da ineficácia e a falta de atitude da ANS. A falta de liquidez com relação as faturas dos prestadores e as glosas aplicadas, sem justificativa, são outros fatores que colaboram para que tudo isso aconteça. Uma sugestão: Basta formar uma comissão, visitar todos os hospitais conveniados, da região metropolitana, algumas clínicas especializadas, e os alguns centros médicos próprios das operadoras; com isso constatarão, com facilidade, o problema.

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