Jornal do Commercio
economia economia
  • Tamanho do texto:
  • A-
  • A+

Desenvolvimento

Economia do Agreste cresce acima da média do Estado

Apesar do crescimento da economia, os desafios estão na área social

Publicado em 02/08/2012, às 08h00

Da Editoria de Economia

O dinamismo da economia pernambucana não se limita à Região Metropolitana, ancorado pelo Complexo de Suape. Para além do Grande Recife, as regiões do Agreste Central e Setentrional (integradas por 45 municípios) exibe evolução socioeconômica com crescimento acima da média do Estado, do Nordeste e do País. A constatação está na 10ª Análise Ceplan - estudo de conjuntura realizado trimestralmente pela Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento, que foi divulgado ontem.

“Decidimos tirar um pouco o foco da RMR e tentar entender o que está acontecendo em outras regiões do Estado. E questionamos se o desenvolvimento está se interiorizando”, diz Aldemir do Vale, um dos sócios-diretores da Ceplan. A diferença do dinamismo nas duas regiões analisadas começa pelo crescimento da população, que ficou um pouco acima das médias do País, do Nordeste e de Pernambuco.

“Na demografia, um dos destaques foi a intensificação do processo de urbanização entre 2000 e 2010. No Agreste Central, a população urbana saltou de 69,5% para 77% no período analisado. Já no Agreste Setentrional passou de 54,9% para 66,2%. No resto do Estado e do País, a taxa de urbanização também aumentou, mas não no mesmo ritmo”, compara.

 

 

Se o Nordeste e Pernambuco ostentam taxas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) acima da média brasileira num corte de 2000 a 2009, o Agreste consegue exibir desempenho ainda melhor. No Agreste Central, a taxa média anual chegou a 4,1% e no Setentrional a 3,8%, enquanto Pernambuco cravou 3,5% . Na avaliação do economista Jorge Jatobá, o avanço é resultado de um conjunto de fatores que também influenciaram a expansão nordestina, a exemplo do aumento real do salário mínimo, crescimento da oferta de crédito, programas de transferência de renda (como o Bolsa Família), investimentos em infraestrutura (a exemplo da duplicação da BR-232) e a atração de empreendimentos industriais. “Essa atração de plantas fabris estava muito direcionada aos setores de alimentos, bebidas, têxteis e móveis, mas já começam a chegar empresas de outros setores, como uma montadora de caminhões (a chinesa Shacman) em Caruaru”, destaca Jatobá.

O mercado de trabalho acompanhou o dinamismo econômico. No Agreste Central, a taxa de desemprego caiu quase pela metade entre 2000 e 2010, saindo de 12,5% para 7,2%. No Agreste Setentrional, o índice de desocupação ficou em 5,8%, quando em 2000 era de 9,7%.

Conhecido pelo alto índice de informalidade, sobretudo no Polo de Confecções (comandado pelos municípios de Caruaru, Toritama e Santa Cruz do Capibaribe), as regiões também comemoram o aumento do emprego com carteira assinada, que registrou expansão média de 9%. “Apesar desse movimento, a cultura da informalidade ainda predomina na região. “A taxa de informalidade chega a 72% no Agreste Central e a 78% no Setentrional”, observa Ademir do Vale. Ele diz que apesar da geração de renda, os informais estão fora da chamada rede de proteção social. “Esses profissionais estão ganhando dinheiro, mas não têm a mesma segurança de quem tem carteira assinada”, alerta.

 

imprima
envie para um amigo
reportar erro

Comentar

nome comentário
e-mail
digite o código
Digite o código no campo ao lado
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.


Especiais JC

Pernambuco no Brasileirão 2013 Pernambuco no Brasileirão 2013
Site com informações dos times locais nas quatro divisões
O povão tá feliz! Santa tricampeão pernambucano O povão tá feliz! Santa tricampeão pernambucano
Veja especial com a história do tricampeonato coral
Facebook Twitter RSS Youtube
Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM