Os trabalhadores das obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Complexo Industrial Portuário de Suape, declararam greve na manhã desta quinta-feira (2). A categoria decidiu parar as atividades, pelo menos até a próxima quarta-feira, quando está prevista uma nova assembleia para discutir os rumos do movimento. De antemão, os representantes informaram que os acordos firmados na semana passada perderam o valor e que voltarão à mesa de negociação para pedir um reajuste de 15% nos salários, rejeitando o acerto de 10,5% feito anteriormente.
Outro ponto de difícil discussão é a equiparação dos salários. Hoje, um mecânico de determinado consórcio recebe menos que o de outro grupo de empresas que exerce as mesmas funções. A proposta era de promover equalização em 60 dias, com pagamento retroativo à 1º de agosto. Ainda assim, não tem conseguido agradar a maioria dos operários.
Os 44 mil trabalhadores contratados por diferentes construtoras responsáveis pelas obras do empreendimento já haviam parado as atividades na manhã de quarta-feira (1º). Na ocasião, houve início de conflito quando alguns manifestantes foram convocar os demais funcionários a aderir à mobilização.
O clima se normalizou no final da manhã, mas muitos dos operários que seguiam para os canteiros de obras terminaram voltando da estrada mesmo. O acordo salarial teria sido fechado no final da semana passada, sob a coordenação do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem no Estado de Pernambuco (Sintepav-PE).
Entretanto, segundo operários de diferentes empresas informaram, o acordo foi aprovado por uma minoria, em uma assembleia esvaziada. Quando tomaram conhecimento na quarta-feira que o documento foi assinado sem o voto da maioria, os operários se revoltaram.
O estopim da paralisação, segundo informações, começou no canteiro do Consórcio Conest, formado por Odebrecht Engenharia Industrial e pela OAS. De lá ganhou rápida adesão no Consórcio Ipojuca (Queiroz Galvão e IESA) e da Engevix.
Em nota, o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) usou as expressões "atos de vandalismo" e "ameaça física" para descrever a mobilização da última quarta-feira. "Diante desta posição, as empresas representadas pelo Sinicon analisam a possibilidade de demissão e outras medidas legais, visto que as negociações já foram encerradas e a convenção já foi assinada junto ao sindicato da categoria", encerra o texto.
O Sintepav-PE explicou nesta quinta-feira, que a assembleia não foi esvaziada. O que aconteceu, de acordo com o presidente da entidade, Aldo Amaral, foi que começou a chover e uma parte grande deixou o local. "Mas quem saiu é como se tivesse assinado uma procuração para quem ficou. A convenção não foi aprovada por uma minoria", declarou.
Em uma nota, o Sintepav-PE já havia endurecido, afirmando que "sempre apostou nas negociações civilizadas e no respeito às leis em vigor no País. Desta forma, não apoiará atos de vandalismo, documentos apócrifos ou pessoas encapuzadas".
Comentários
isso e um absurdo o estão fazendo com os ex funcinarios da conest.sair antes de greve e nunhuma empresa que me admitir acbar falam que pernambuco não tem mão de obra.poxa minguem toma nenhuma atitude sindicato ta na hora de tomar atitude.
E lamenável a forma como os funcionários da Refinaria são tratados. De um lado acusa os funcionários ( pião de obra ) como vandalos, marginalizam a categoria. Dentre tantas discursão esqueceram-se dos funcionarios que foram colcoados pra fora depois de agosto, não saiu com a equiparação, e sim com um sonho de equiparação. Meu comentário final... Pessoal os países do Oriente Médio estão nesse novo movimento, retirando lideres de mais de 4 décadas no poder.. Tudo isso está se dando por conta da EDUCAÇÃO... lá o povo tem estudado mais, novas idéias, uma visão diferente do coronealismo... Bola pra frente, afinal grandes transformaçoes tem aconteceu nos ultimos 40 anos por conta das GREVES...
sou um trabalhador so quero defender o meu pao porque tenho familha pesso aos patroes que por obzekio por deus resouva a essa situaçao. [obrigado].
chamar o cara de ladrao é pesado,no maximo que vc pode falar é que o cara pecou achando que ia conseguir mais do que ele ja tinha,10,5 não é ruim porq foi uma media igual no brasil todo,mas como um amigo relatou falando que sj campos se ganha 1300 um aj,na verdade que estamos no nordeste nao em sampa la em sampa 30 reais de po vc passa a noite metendo a napa,entao não da bobeira de comparar salario de sao paulo com pernambuco,e tem muito companheiro que devem se calar quando tiver no trecho fora de casa por ex,minas pará,maranhao,rgnorte estes estados nao tem sindicato,quem pode falar algo aq/ do nordeste é ceara,ta fazendo seu dever de casa direitinho
A petrobras precisa assumir a negociaçao fazer uma assembleia deixa td claro que o pessoal volta a trablhar, mas desse jeito colocando a tropa de choque pra intimidar, ate os colaboradores que queria volta a trabalhar se revoltaram na sexta feira. Nao se conduz uma negociaçao com policia e mentiras, como fez o sindicato (Aldo Amaral) se eles tivesse jogado limpo com a galera, estava todo mundo trabalhando feliz com seus 10, 5% e 260 de ajuda. Isso nao ta rui m nao. O que nao pode e aquele bandido mandar o pessoal embora e depois fazer uma votaçao com 100 pessoas e dizendo que tinha recebido uum telefonema das empresas. Empresa nao negocia por telefone e peao nao e burro. O sindicato e o unico responssavel por esse fiasco e prejuizo pra todos nois. FOra sindicato vendido.
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