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Turismo

Reseva do Paiva agora com imóveis para a classe média

Terceira etapa do empreendimento tem apartamentos cujo metro quadrado custa, em média, R$ 5 mil

Publicado em 27/08/2011, às 10h20

Giovanni Sandes

A luxuosa Reserva do Paiva, conhecida como novo endereço da alta classe pernambucana, deixou de ser um espaço só para ricos. Não que tenha virado popular. Mas abriu espaço para a classe média alta e também para escritórios, lojas e serviços. Instalado no Cabo de Santo Agostinho, o Paiva tenta ganhar vida própria, com moradia, lazer e trabalho. Um dos grandes inconvenientes do complexo, hoje, é a distância de supermercados e serviços, por exemplo.


Os novos apartamentos são uma das frentes da terceira fase do Paiva, complexo turístico e imobiliário de R$ 2,5 bilhões da Odebrecht com os grupos Cornélio Brennand e Ricardo Brennand. Na nova fase, ele terá terá também um conjunto de shopping, empresariais, hotel e centro de convenções.


O primeiro condomínio do Paiva foi o Morada da Península, com 66 mansões e preços de até R$ 4 milhões. Para compensar a distância de lojas e serviços, essa primeira fase nasceu com facilidades como a figura do concierge, profissional que executa tarefas designadas pelos moradores, como fazer compras. Todas as mansões foram entregues ano passado.

A segunda fase do Paiva, o condomínio Vila dos Corais, ainda em obras, também teve preços milionários e serviços exclusivos. Mas a terceira etapa surpreendeu por não trazer apartamentos avaliados em milhões de reais. Na nova fase, o preço de entrada, R$ 533 mil, tem áreas a partir de 112 metros quadrados (m²), na média de endereços como a Avenida Beira-Rio, na Torre. Assim, o metro quadrado pode sair abaixo de R$ 5 mil.


“Os imóveis custam em média R$ 600 mil. Naturalmente, esse valor hoje abrange uma parcela interessante da população”, comenta o diretor de incorporação imobiliária da Odebrecht Realizações, Luís Henrique Valverde.
O novo residencial é o Terraço Laguna, com apartamentos de 112 a 198 m² e preços de até R$ 733 mil. Serão sete torres com oito pavimentos e 24 meses de obras. Segundo Valverde, mesmo na fase das mansões, 45% dos clientes optaram por financiamento. A expectativa é de que o percentual seja maior com os apartamentos.
Ao lado do residencial será erguido o Novo Mundo Empresarial, com hotel, centro de convenções, seis empresariais e o shopping a céu aberto, a grande novidade do Paiva.

“O Novo Mundo Empresarial será um marco de serviços para o morador”, comenta Valverde. Ao final de sua implantação, dentro de mais 13 ou 14 anos, o Paiva terá 48 mil pessoas, entre residentes e trabalhadores.
A terceira etapa é um investimento de R$ 450 milhões.

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