Jornal do Commercio
Denúncia

Mais problemas trabalhistas em consórcio da Refinaria

Depois de "compra de emprego", questão agora é de retenção de documentos e não contratação de aprovados

Publicado em 21/03/2012, às 20h45

Giovanni Sandes

Primeiro foram 50 maranhenses e piauienses. Nesta quarta (21), foi a vez de maranhenses, mas principalmente de baianos e até de paulistas se queixarem do Consórcio Ipojuca Interligações, que trouxe trabalhadores de vários outros Estados para trabalhar nas obras da Refinaria Abreu e Lima. Depois de aprovar os candidatos a um emprego e reter sua documentação por uma semana, o consórcio começou a pressionar o pessoal para ir embora, o que deve acontecer na manhã de hoje.

Ontem, terça (20), o JC revelou um esquema de “venda” de empregos em Suape por uma empresa do Piauí, um pacote que custaria R$ 350, taxa do agenciamento do posto de trabalho e do transporte para Pernambuco. O consórcio negou participação no esquema, mas bancou a permanência dos piauienses e maranhenses por uma semana e depois queria mandar o pessoal para casa pagando R$ 150 por pessoa, menos que o valor investido por eles.

Depois da mediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), o consórcio bancou a volta de todos e pagou, no total, R$ 800. O desfecho do caso provocou a reclamação nesta quarta do grupo de baianos, maranhenses e paulistas.

Josimário Vieira, 38 anos, veio de Madreu de Deus, na Bahia. Ele diz que não houve “compra” de emprego. Mas eles foram aprovados em todas as etapas, esperaram uma semana pela efetivação do contrato e, quando a resposta veio, foi a de que eles teriam que voltar para as suas cidades de origem, recebendo apenas R$ 150.

“O que eles disseram foi que uma das empresas teria quebrado o contrato”, comenta Josimário. A reportagem não conseguiu localizar um porta-voz do Consórcio Ipojuca.

» Veja o vídeo com o depoimento do trabalhador:

Agora à noite, o grupo informou que o consórcio subiu a proposta de compensação financeira para R$ 700, mais o reembolso do gasto para a vinda a Pernambuco, o que foi aceito pelos trabalhadores.

Na edição desta quinta (22), leia a cobertura completa no Jornal do Commercio.

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