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Contas públicas

Estado aumenta gastos em renovação de contrato de telefonia

Atrasos em novo pacote provoca dispensas de licitação por custo maior

Publicado em 09/06/2012, às 16h25

Giovanni Sandes

As tentativas frustradas do Estado de licitar um megapacote de telefonia e transmissão de dados para uso próprio provocou seguidas renovações milionárias, por dispensa de licitação e acima dos valores originais, com o atual prestador de serviços, o Consórcio 31 PE Multidigital.

As concorrências públicas do PE Conectado, o novo megapacote de serviços, esbarraram em órgãos de controle. Em uma das vezes, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) questionou a necessidade de concentrar serviços distintos em um pacote gigante, estimado em R$ 1,2 bilhão, que reúne de videomonitoramento da segurança pública a recebimento e digitalização de fax, além de telefonia.

O primeiro edital saiu no final de 2010. Uma nova versão da concorrência pública está em andamento, atualmente.

Enquanto o novo serviço, maior e mais amplo, não chega, o governo renova por dispensa de licitação o trabalho do Consórcio 31 PE Multidigital, formado por Telemar Norte Leste, Grupo Oi, Siemens e Vectra Consultoria.

Na primeira dispensa de licitação, válida pelo segundo semestre de 2011, o valor foi de R$ 35,7 milhões. Esta semana, saiu uma nova renovação, a terceira sem haver concorrência para a prestação do serviço, e que cobre o segundo semestre deste ano. O valor bateu em R$ 42,7 milhões, uma alta de quase 20% com relação à primeira dispensa de licitação.

O que chama ainda mais a atenção é que o valor original do serviço, para um período de quatro anos, era de R$ 188 milhões. Mesmo aplicando sobre o número uma correção pelo IGP-M, índice hoje superior até ao percentual de inflação oficial, o IPCA, a cifra original chegaria a R$ 248 milhões.

Os três semestres de contrato por dispensa de licitação somados ficam próximos a R$ 120 milhões, quase a metade desse valor já corrigido.

O governo estipulou, em uma cláusula, que pode ou não usar o serviço pelo segundo semestre deste ano: pode haver rescisão “de acordo com as necessidades” da Secretaria de Administração ou até a conclusão da licitação do novo pacote.

A Secretaria de Administração foi procurada, na última quarta-feira, para comentar o assunto. Prometeu se pronunciar ontem. Mas não se posicionou até o fechamento da edição.

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