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Telefonia

Comércio fraco no primeiro dia de vendas de chips, depois da proibição

Algumas lojas ainda estavam até sem o cartão da marca para vender

Publicado em 04/08/2012, às 07h03

Da Editoria de Economia

No primeiro dia de comércio, ontem, depois que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) liberou de volta as vendas dos chips da TIM, pouco mudou. Algumas lojas ainda estavam até sem o cartão da marca para vender. “Ainda não recebi, mas acho que o movimento volta ao normal na segunda-feira”, disse uma atendente de banca de revistas, na Avenida Guararapes. “Já recebemos 20 chips hoje e as vendas tendem a melhorar, pois todas (as operadoras) foram afetadas”, disse o vendedor da loja Planet Cell Tiago Lopes, ponto localizado na Avenida Dantas Barreto.
Enquanto em Pernambuco apenas a TIM teve suas vendas suspensas pela agência, o sentimento é que todas as demais tiveram redução na comercialização, até porque Oi e Claro foram afetadas em outros Estados e isso pode ter confundido os consumidores. Ao longo dos últimos 15 dias, os comerciantes entrevistados relataram redução na procura por novas linhas.

Com relação aos consumidores, as opiniões se dividem. Alguns questionam se as medidas restritivas do órgão regulador vão surtir efeito prático. Cliente da TIM, o operador de mídia Remisson Fernandes não acredita que o serviço vai melhorar. “Achei uma atitude correta da Anatel de proibir as vendas, tenho muitos problemas para conseguir sinal. Agora que as vendas voltaram, não acredito que a empresa vá melhorar o serviço”, comenta.
A opinião de Fernandes é parecida com a do vendedor Lucivaldo Duarte, também cliente da TIM. Duarte, no entanto, tem uma opinião mais otimista. “Acho que a empresa vai aprender com essa punição. Tenho esperanças de que que o serviço vai melhorar depois disso”, afirmou. A empresa, por sua vez, mandou mensagens a todos os clientes, dizendo que tem o compromisso de melhoria constante. “Informamos que a venda de chips da TIM está normalizada e liberada pela Anatel em todos os Estados. Obrigado por ser TIM”, veiculou a operadora em mensagens SMS aos clientes.
A Anatel liberou as vendas de linhas de celular e internet móvel da TIM, Claro e Oi, depois de quase duas semanas de suspensão em todo o País, depois que as empresas entregaram os planos de melhoria nos serviços. A volta vem alguns dias antes do Dia dos Pais, importante data para o comércio.
Segundo os planos apresentados, as três operadoras planejam investir um total de R$ 20 bilhões até 2014. O dinheiro será usado para melhorar a qualidade dos serviços de transmissão de voz e dados. Segundo o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Bruno Ramos, os planos apresentados ao longo dos últimos dias convenceram os técnicos do órgão que as empresas têm capacidade para receber novos usuários.
Numa análise realizada pelo site Teleco, especializado no mercado de telefonia, a TIM foi a empresa que sentiu mais nas vendas o efeito da proibição. A operadora deixou de vender em 19 Estados, que juntos representam 63,7% da base.
A Claro teve 28,8% de sua base de clientes atingida pela medida e a Oi, 5,7%. “A gente pegou o resultado de junho das operadoras e simulou como se a punição tivesse ocorrido neste período. A TIM foi a mais prejudicada porque deixa de vender em 19 Estados. A Claro vem depois, com três, mas um deles é São Paulo”, explica o diretor do Teleco, Eduardo Tude.
Segundo a análise, “as perdas de receitas com esta diminuição nas adições líquidas (de clientes) em junho poderiam chegar a R$ 50 milhões para a TIM, R$ 19 milhões para a Claro e a R$ 5 milhões para a Oi”. As estimativas de perda de receita estão baseadas no valor médio do gasto mensal dos clientes de cada operadora. Na média, os brasileiros gastam R$ 20 por mês com seus celulares.

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