Quarenta e quatro mil trabalhadores e o maior empreendimento em construção no Estado estão no centro de uma disputa política. Líderes da Força Sindical, CSP-Conlutas e do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) provaram também, com a troca de duras acusações ontem, que o Complexo de Suape integra a lista de áreas de conflito sindical no Brasil. Na lista de farpas tem de tudo: uso da greve para promoção de candidatos à prefeitos, atos “terroristas” premeditados, falta de legitimidade e abandono dos operários.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada em Pernambuco (Sintepav-PE), Aldo Amaral, e o presidente nacional em exercício da Força Sindical, Miguel Torres, dispararam a primeira leva de críticas à CSP-Conlutas e PSTU.
“O acordo feito em Suape é referência no Brasil. O que está acontecendo é ação de um grupo político violento, que usa táticas de guerrilha para intimidar. O trabalhador não vai levar galão de gasolina para a assembleia, não vai encapuzado. Nem na ditadura isso acontecia”, atacou Torres.
Amaral reforçou os ataques ao denunciar que o confronto da última quarta-feira foi premeditado. “Trabalhadores chegaram com as bolsas cheias de pedras. Eles deveriam fazer uma oposição limpa e clara e não querer ganhar o sindicato à força. Ainda mais com um candidato à prefeito do Recife (em alusão à Jair Pedro, do PSTU). Se conseguíssemos até ajuda de custo de R$ 600 eles continuariam fazendo isso. Porque eles são terroristas”, finalizou.
Membro da direção estadual do PSTU Leôncio Tenório rebateu em mesmo tom. “O fato é que o Sintepav-PE não tem mais legitimidade junto aos operários da Rnest. Perdeu em três assembleias e, em uma atitude arrogante, assinou um acordo sem aprovação da maioria. Quanto ao uso político para campanha é completamente ridículo, temos candidatos em todo o País”, disse. O PSTU ainda emitiu uma longa nota oficial lembrando a ligação do Sintepav-PE ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e apontando que “eles perderam a confiança da categoria por causa de seu alinhamento com a patronal e com o próprio governo Eduardo Campos (PSB)”.
Atnágoras Lopes, representante da executiva nacional da CSP-Conlutas evitou jogar mais lenha na fogueira. Lembrou que o problema hoje vivenciado na Rnest começou no ano passado. Veja na galeria abaixo o histórico de problemas no canteiro da Rnest:
Lopes negou também que a entidade tenha organização dentro da obra. Reforçou que a central está dando “apoio incondicional à resistência dos trabalhadores”. “O que queremos é resolver o problema. Lamentamos que a Força Sindical invista em subterfúgios para desviar a discussão do que interessa, que é o trabalhador”, discursou.
Comentários
Operários de SUAPE: Entre o legal e o legítimo Poucos direitos e péssimas condições de trabalho são base para os conflitos Antes de tudo, uma vez mais, que seja registrado o nosso apoio irrestrito à luta dos operários de Suape. Começamos por este tema a fim de não deixar qualquer margem para dúvidas quanto ao nosso posicionamento: A CSP-Conlutas está ao lado de quem luta. Nos últimos dias, nossa Central vem sendo vítima de uma enxurrada de ataques promovidos pela direção do Sintepav-PE, Sindicato que ?legalmente? representa os operários lotados na obra da Refinaria Abreu e Lima em Suape. Ao agir dessa forma, essa entidade, conscientemente, buscou mudar o foco daquilo que verdadeiramente deve ser discutido: Por que, mais uma vez, eles assinaram um ?acordo? sem a anuência da maioria da categoria? Agora, após lastimável decisão ?legal? do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que julgou a greve abusiva e colocou os trabalhadores sob a mira de descontos e ameaças de demissão, inclusive por ?justa-causa?, estamos diante de mais um estranho episódio. O sindicato, o Sintepav-PE, reproduz o coro patronal, classifica os operários de bandidos e vândalos e recorre à ?lei? (e à Polícia) visando puni-los apesar de lutarem legitimamente por reajuste e equiparação salarial. O que levaria uma entidade de classe, de representação ?legal?, a atacar a legítima luta de seus representados, se não a completa perda de sua própria legitimidade? Creio que todos nós devemos refletir em torno a esses fatos e buscar as devidas explicações. Em primeiro lugar, identificar os responsáveis pela origem desse e de inúmeros outros conflitos trabalhistas que se esparramam pelas grandes obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e também da construção civil. Afinal, quem impõe os poucos direitos e as péssimas condições de trabalho a que centenas de milhares de operários estão submetidos nessas grandes obras? O governo federal é, em primeira instância, o responsável por este caos. No caso em questão há ainda uma enorme responsabilidade da Petrobras e das empreiteiras. Estamos falando, entre tantos descasos, de trabalhadores de mesma profissão com salários e direitos diferentes. Isso é ilegal e, a cima de tudo, injusto! É, portanto, justa e legítima a greve dos companheiros de Suape, assim como é injusta a decisão ?legal? do TRT. Colocar-se contra essa luta, como faz o Sintepav-PE, é uma atitude imoral e, diante de posturas assim, não tem lei que imponha a necessária legitimidade de uma entidade de classe. É muito importante que o Sintepav-PE esteja na defesa do impedimento dos descontos dos dias de greve, mas é inaceitável que o faça baseando-se na defesa da criminalização de operários que lutaram, que manifestaram sua indignação em defesa de melhores condições de trabalho. A hora é de unir a categoria e arrancar mais conquistas, de construir na luta legítima a legitimidade da direção do movimento e não o oposto. Não se pode tergiversar e tentar falsificar polêmicas quando o que interessa agora é a defesa dos trabalhadores. Quando falamos em ?falsificar polêmicas? estamos nos referindo as afirmações do Sintepav-PE e de parte da grande imprensa que, diante dos acontecimentos, desfoca o debate e tenta reduzir tudo a uma "possível disputa das contribuições sindicais?. Isso não é sério! Sugerimos aos trabalhadores, aos leitores e aos órgãos fiscalizadores que tomem a posição de nossa Central. A CSP-Conlutas defende acabar de vez com todo e qualquer desconto compulsório dos trabalhadores, seja o Imposto Sindical ou o ?desconto associativo?, originário de uma ?sindicalização? sutilmente imposta, possivelmente pelas empresas, em benefício do Sintepav-PE, no ato da contratação dos operários de Suape, como já ouvimos nos relatos de alguns dos companheiros daquela obra. São essas algumas de nossas opiniões, então, por que o Sintepav-PE assinou esse acordo? Por que agora, ao defender o abono dos dias, mais uma vez esquece a pauta da categoria, a equiparação salarial? Por que um sindicato de trabalhadores defende a criminalização de operários? Por que tergiversar o tema? O que afinal é legal, justo e legítimo nesse conflito? Com a palavra todos os atores, inclusive o Governo Dilma e o Ministério Público do Trabalho. Atnágoras Lopes Secretaria Executiva Nacional CSP-Conlutas (11) 3107-7984 e 98830-0448
A refinaria tem o melhor salario da categoria,recebem 260,00 de sodex quer em empresa nenhuma empresa de pernambuco paga e recebem(P L)participação de lucro,2 vezes ao ano quer em pernambuco ninguém recebem só na refinaria,tem o sábado á 100% quer encanto nenhum em pernambuco paga isso.E sem conta quer fogam no dia de pagamento mim respondam se em outro lugar tem essa regalia . Por isso quer o ditado diz quer o PIÃO É A IMAGEM DO CÃO.Bom era quando vocês cortava cana pra ganhar um salario minimo
É interessante como Ilustríssimo Aldo Amaral vive recebendo elogios da FIAT, do Governo do Estado... A questão é: O trabalhador está satisfeito com a representação do sindicato? Sr. Aldo Amaral, sua consciência não pesa por não representar aos trabalhadores? Ou sua consciência está baseada em outros princípios, como o capital, por exemplo? Você realmente acha que está enganando aos trabalhadores com essa encenação toda. Não sou a favor dos atos de vandalismo nem na refinaria e nem em nenhum outro lugar, mas Sr. Aldo Amaral, você soltou os cachorros e agora quer desviar a atenção para interesses políticos acusando o PSTU de incitar tais situações... Na refinaria pode até ter trabalhadores sem instrução e que são impulsionados apenas pelo ?movimento das águas?, mas existem pessoas que conseguem enxergar cheiro de traição, dinheiro e politicagem. Pergunte aos seus filhos o que eles acham de sua posição. Afinal, depois que perdemos a razão (após os atos de vandalismo), é muito fácil dizer que não tem nada a ver... Que vergonha Senhor Aldo Amaral...
Conheço Aldo Amaral,sei tambem quer é um cara honesto.Não foi atoa que foi elogiado pela direção da FIAT ao mostra um plano de Sustemtabilidade social para os moradores daquela região.Elogiado pelo governado Eduardo Campos ao mostrar projeto de qualificação profissional e social para essa região.Como posso dizer quer um cidadão desse é mal caráter. Sabemos muito bem a historia dessas facção criminosa sim assim podemos chamar(Conlutas e PSTU).Justo com essas cambadas de baiano quer vinheros so bagonçar,formar arro-aça .Induzindo uma meia duzia de pernambucanos burros (mim perdoi a palavra)caindo no jogo desses BABACAS.Estamos ficando sem moral esta na hora de esposar esses baiano e mostra quer PERNAMBUCO não é uma terra sem LEI.
O sindicato da categoria está trabalhando de forma errada e não esta apoiando os trabalhadores, estive acompanhando as assembleias mas vi e fiquei triste por ver isso um sindicato que não trabalhou correto tetando aprovar a pauta sem nem votar e induzindo os trabalhadores ao que eles schsm que esta certo, onde segundo a propria CLT fala que o que importa é o desejo maior do trabalhador. É lementetavel que ninguem olhe para nos e que o MPT, O TRT, tenham tomado as decições sem investigar os fatos.
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