Vinte dias deste mês de agosto abalaram o marco inicial do desenvolvimento econômico de Pernambuco e se tornaram mais uma história para ser apreendida e não repetida, parafraseando a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster. A paralisação agressiva e sem norte dos trabalhadores da obra da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), encerrada na semana passada, escancarou o despreparo do sindicalismo local. Mas não é só.
O cenário atual - que corre o risco de perdurar pelos próximos cinco anos - é uma combinação explosiva de ritmo inédito de investimentos, escassez de mão de obra qualificada, provocando a chegada de milhares de profissionais de outros Estados, e prazos e orçamentos rígidos para tirar os empreendimentos do papel. Além da Rnest, essa mistura gerou conflito de metalúrgicos em outubro de 2011 no Estaleiro Atlântico Sul (EAS). E não será surpresa se repetir em outras obras e empreendimentos no Estado. Confira nos vídeos:
Todos os fatores conferem um poder de negociação distorcido para os trabalhadores. O economista e sócio-diretor da consultoria Ceplan, Jorge Jatobá, considera que as obras públicas no Recife para a Copa do Mundo 2014, por exemplo, que começam a sair do papel em maior volume no próximo ano, estão vulneráveis a episódios semelhantes.
O coordenador do curso de Economia da Faculdade Boa Viagem (FBV), Antônio Pessoa, pondera que os trabalhadores têm consciência dos estragos econômicos e de imagem provocados por greves em investimentos com cronograma apertado como a Rnest e a Arena Pernambuco. Essa precisa estar pronta para abrigar as partidas da Copa das Confederações de 2013. “Assim, há uma tensão permanente. Sem contar que os movimentos são mais práticos que ideológicos”, analisa.
Leia mais na edição deste domingo, 26, do Jornal do Commercio
Comentários
vale mais uma boa indicação que um bom curriculo
vale mais uma boa indicação que um bom currículo é o que se prega pelo dono da odebrech em suape
concordo plenamente com os comentários anteriores... sou estudante de eng química da ufpe e estou batalhando por vagas de estágios, isso mesmo, estágio na área e está super difícil! E não foi uma ou duas vezes que vi vagas de estágios exigindo experiêcia! Não adianta dizer que está trazendo o desenvolvimento para cá, se a população local não está usurfruindo desse desenvolvimento! Gaibú está um caos, assim como Calhetas, muita gente de fora chegando e não tem ordem nas coisas... não estou querendo ser xenofóbica, mas os profissionais daqui precisam ser mais valorizados sim!!!
Amelia, nunca deixe os currículos nas portas das obras, pois nunca vai ser entregue, o recrutamento não é feito na portaria de obra e sim nos RH de Recrutamento e todos ficam no centro de Cabo de Santo Agostinho. Vocês estão indo no lugar errado! NUNCA DEIXE CURRÍCULO COM VIGILANTE!
Infelizmente, estas grandes obras são que nem copa do mundo ou olimpíadas. Para ser convocado precisa ser "rodado", ou seja, ter tido experiências que justifiquem o risco de se colocar apenas "esportistas de final de semana" em campo. E, o jogo do QI rola solto por aí. Você tem que ter uma boa rede de relacionamentos para vestir a camisa (do Sport, por exemplo). Não é a toa que os técnicos do Náutico e Sta. Cruz não são daqui. e Futebol é igual em qualquer lugar do Brasil. Falando de indústria, com relação aos baianos, paulistas, cariocas e gaúchos, infelizmente nestes lugares o desenvolvimento industrial proporcionou a formação de uma mão de obra altamente especializada. Diferentemente de qualificado (a ex. das escolinhas de futebol). Por isso, sou avesso a xenofobia contra qualquer irmão brasileiro ! Mesmo assim, as profissões ditas de base ( soldadores, constr. civil e outras de menor exigência tecnológica) jamais poderiam ser destinadas a pessoas de outras partes porque causam desequilíbrio na balança do desenvolvimento humano.
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