Jornal do Commercio
Suposta pirâmide

Telexfree agora questiona Justiça do Espírito Santo

Para diretor da empresa, judiciário tem "obrigação" de salvar companhia

Publicado em 13/02/2014, às 00h09

Sócios se revezam no comando da Ympactus e da Telexfree americana / Reprodução da internet

Sócios se revezam no comando da Ympactus e da Telexfree americana

Reprodução da internet

Giovanni Sandes

Ympactus Comercial, mais conhecida como Telexfree, partiu para o ataque contra a Justiça do Espírito Santo. Em mais um de seus vídeos para as milhares de pessoas que apostaram na empresa, paralisada desde junho do ano passado, o sócio e diretor da Ympactus, Carlos Costa, criticou uma decisão do Tribunal de Justiça capixaba de negar o pedido de recuperação judicial da empresa, antiga concordata. Costa alega querer pagar os divulgadores. Porém, tratou-se de mais uma tentativa de desbloquear R$ 29 milhões para a chamada Telexfree Internacional, registrada nos Estados Unidos em nome de sócios do próprio Carlos Costa.

O diretor jogou dúvidas sobre a decisão judicial. “O Tribunal do Espírito Santo, de maneira estranha, negou o pedido de recuperação judicial”, se queixou. “A obrigação da Justiça é a sobrevivência da empresa, principalmente pensando nos credores, os divulgadores”, afirmou, no vídeo.

A empresa ganhou notoriedade por ser considerada o maior caso de pirâmide financeira já registrado no Brasil. A companhia, claro, contesta as acusações. Ela foi paralisada depois de atrair mais de 1 milhão de pessoas com a promessa de retornos de até 300%, mediante o pagamento de taxa de adesão a partir de R$ 600. Quem levava novas pessoas para a rede turbinava ainda mais os lucros.

O caso que parou a companhia está no Tribunal de Justiça do Acre. Mas em setembro ela ingressou com pedido de recuperação judicial no Espírito Santo.

Uma das regras básicas da Lei de Falências é que a empresa precisa estar ativa ao menos há dois anos antes da data do pedido à Justiça. E a Telexfree estreou no mercado em fevereiro de 2012.

A questão é que a recuperação judicial, por um lado, suspenderia cobranças contra a empresa por até seis meses. Mas por outro liberaria R$ 659 milhões da empresa.

E é justamente entre as dívidas que aparecem questões curiosas. São R$ 15 milhões para dois advogados e R$ 29 milhões para a Telexfree Inc., a americana que seria a dona da marca. A Ympactus estaria em débito com o uso da marca Telexfree e o contrato teria até sido rompido.

O curioso é que a Ympactus é de Carlos Costa e do americano James Merril. Mas o americano e outro brasileiro, Carlos Wanzeler, são sócios da Telexfree dos EUA, com os três donos de uma terceira empresa, a Telexfree LLC, também dos Estados Unidos.




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