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INFRAESTRUTURA

Seis prefeitos defendem a APA Aldeia Beberibe seja cortada pelo lote 1 do Arco Metropolitano

Medida é criticada por ambientalistas. Condepe/Fidem fará reunião com os prefeitos e ambientalistas após o Carnaval

Publicado em 13/02/2015, às 09h03

O Arco Metropolitano é fundamental para melhorar a mobilidade no Grande Recife. Ele vai facilitar a logística da fábrica da Jeep, na Mata Norte / Edmar Melo/ JC Imagem

O Arco Metropolitano é fundamental para melhorar a mobilidade no Grande Recife. Ele vai facilitar a logística da fábrica da Jeep, na Mata Norte

Edmar Melo/ JC Imagem

Do JC Online

Mais uma pedra no caminho do lote 1 do Arco Metropolitano. Ontem, os prefeitos de quatro municípios do Território Norte da Região Metropolitana do Recife (RMR) pediram para a Agência Condepe-Fidem retomar os estudos do traçado do lote 1 do Arco Metropolitano que sairia de Itapissuma e iria até São Lourenço da Mata, passando por dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe. A região tem mananciais de rios que abastecem o Sistema Botafogo, o qual fornece água para a Zona Norte da RMR. O pedido foi realizado numa reunião que ocorreu ontem pela manhã na sede do Condepe-Fidem. O Arco Metropolitano é fundamental para melhorar a mobilidade no Grande Recife porque vai ligar Suape (no Litoral Sul) a Goiana sem passar pela congestionada BR-101. O empreendimento é importante para a montadora da Jeep, que está se implantando em Goiana, na Mata Norte.

Segundo técnicos da Condepe/Fidem, isso pode ser mais um complicador para que o primeiro trecho saia do Arco saia do papel. “Basta os ambientalistas questionarem judicialmente que a futura obra pode ser paralisada”, explica o engenheiro da Fidem, José Guelfer. A Fidem vai marcar uma reunião com ambientalistas e representantes do Ministério Público do Estado para analisar a viabilidade do pedido dos prefeitos. O encontro deve ocorrer na semana depois do Carnaval.

Estiveram presentes na reunião da Condepe/Fidem os prefeitos dos seguintes municípios: Abreu e Lima, pastor Marcos José (PT); Araçoiaba, Joamy Alves (PDT); de Igarassu, Mário Ricardo (PTB); de Itapissuma, Cal Volia (PSDB). Os prefeitos de Itamaracá, Paulo Batista (PTB), e de Paulista, Júnior Matuto (PSB), enviaram representantes para participar do evento.

O presidente do Fórum Sociambiental de Aldeia, Herbert Tejo, informa que a entidade vai questionar na Justiça a realização da obra, caso o traçado passe por dentro da APA Beberibe-Aldeia. “Essa proposta é um equívoco. É um boicote ao Arco que já está atrasado. Querem acabar com as três nascentes que abastecem o Sistema Botafogo”, diz.

O projeto original do Arco ia de Suape a Goiana passando por dentro da APA Aldeia-Beberibe. Os ambientalistas começaram a questionar o traçado e aí o então governador João Lyra (PSB) acertou com o ministro dos Transportes, Cesar Borges, de dividir o arco em dois lotes. O primeiro iria de Goiana a São Lourenço da Mata e teria o seu traçado refeito para não passar por dentro da APA. O segundo lote vai de São Lourenço a Suape e estão sendo tomadas as providências pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para o início das obras.

A obra será feita pelo governo federal. Ontem, o secretário estadual de Transportes, Sebastião Oliveira (PR) se reuniu com representantes do Dnit para discutir o Arco. No entanto, o secretário preferiu se pronunciar sobre o assunto via um comunicado enviado pela sua assessoria. A nota esclarece que “o Dnit/Brasília está responsável pela supervisão dos serviços”. A reportagem do JC procurou a assessoria de imprensa do Dnit, em Brasília, que não se pronunciou até o fechamento desta edição.




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