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INFRAESTRUTURA

Obras do Arco Metropolitano só, no mínimo, em 2016

As informações são do representante regional do Dnit, Cacildo Cavalcante

Publicado em 27/03/2015, às 13h22

Arco Metropolitano servirá para desafogar a estrangulada BR-101 / Foto: Hélia Scheppa/Acervo JC Imagem

Arco Metropolitano servirá para desafogar a estrangulada BR-101

Foto: Hélia Scheppa/Acervo JC Imagem

Do JC Online

As obras do Arco Metropolitano só devem começar, na melhor das hipóteses, no próximo ano, segundo o representante regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Cacildo Cavalcante. “A obra será contratada pelo Regime Diferenciado de Contratação Integrado. O consórcio (a ser contratado) vai fazer o projeto executivo e depois a obra. Isso vai significar, no mínimo, seis meses”, disse o representante regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Cacildo Cavalcante, na audiência pública realizada na tarde da quinta-feira (dia 26) pela Assembleia Legislativa para discutir o Arco Metropolitano. A obra é uma alça viária de 98 km que, inicialmente, ligaria Goiana, na Mata Norte, ao Cabo de Santo Agostinho, no Litoral Sul sem passar pela congestionada BR-101.

Ele estava se referindo ao lote 2 do Arco, que sai de São Lourenço da Mata e vai até Suape e está em fase de licenciamento ambiental desde o ano passado. A audiência mostrou o quanto os órgãos que estão à frente da implantação do Arco estão desarticulados. Em princípio, a via deveria estar pronta este ano, quando a fábrica da Jeep, de Goiana, fosse inaugurada, o que vai ocorrer no dia 28 de abril próximo. A alça viária é fundamental para desafogar o trânsito da Região Metropolitana do Recife (RMR).

Ainda na audiência, Cacildo informou que a licença ambiental prévia do lote 2 depende da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). A licença é necessária para lançar a licitação das obras. O Arco Metropolitano foi dividido em dois lotes porque o traçado do lote 1 – que ia de São Lourenço da Mata a Goiana – passava por dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia-Beberibe. Os ambientalistas protestaram, argumentando que isso traria impacto negativo nas nascentes de água que alimentam os rios destinados ao abastecimento do sistema Botafogo, na Zona Norte da RMR.

Cacildo Cavalcante também afirmou que estão sendo analisadas 12 possibilidades de traçado para o lote 1 (que vai de São Lourenço da Mata até Goiana). Ele também disse não ter autorização da sua chefia para conceder entrevistas. Presente à audiência, o presidente da CPRH, Paulo Teixeira, informou, que aguarda o Dnit apresentar as informações complementares para concluir o licenciamento ambiental do lote 2.

O presidente do Fórum Socioambiental de Aldeia, Herbert Tejo, revelou estar “chocado” com os dados divulgados. “Falta aos órgãos do governo gestão, entendimento. Há quase um ano, foi realizado uma audiência pública e foi estabelecido um acordo entre o governo federal e estadual com o então governador João Lyra Neto (PSB) desmembrando o arco em dois lotes e com o entendimento de que não passaria por dentro da APA”, lembrou.
No entanto, alguns prefeitos da Mata Norte defenderam, na audiência, que o lote 1 deveria começar em Igarassu e passar por dentro da APA. O presidente da Assembleia, Guilherme Uchoa defendeu o desenvolvimento sem preocupação ambiental, alegando que “se tivesse Ibama e CPRH antigamente Deus não teria feito o mundo em sete dias”. Depois disso, o professor da Universidade Federal de Pernambuco Heitor Scalambrini chamou Uchoa de ultrapassado, argumentando que o desenvolvimento tem que ocorrer de forma sustentável.




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