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NEGÓCIOS DIGITAIS

Empresa Ustore tem novos sócios

Os acionsitas compraram a parte da companhia de participações Ikewai

Publicado em 15/08/2015, às 08h00

Nelson Campelo, Rodrigo Assad e Fabiana Falcone. O primeiro e último compraram participações na empresa Ustore / Guga Mattos/JC Imagem

Nelson Campelo, Rodrigo Assad e Fabiana Falcone. O primeiro e último compraram participações na empresa Ustore

Guga Mattos/JC Imagem

Da Editoria de Economia

Empresa que faz parte do ambiente Porto Digital, a Ustore está com acionistas novos. Dois executivos que deixaram cargos de direção em multinacional, Nelson Campelo e Fabiana Falcone, compraram a parte da Ikewai no empreendimento. O acionista mais famoso da Ikewai é o professor Sílvio Meira e um dos negócios dela é investir em negócios promissores comprando uma parte e vendendo depois, quando quem recebeu o investimento está mais estruturado. A Ustore fornece infraestrutura de computação em nuvem para outras empresas armazenarem seus dados e já tem como cliente o Exército Brasileiro. Os números que envolvem a venda e a compra não são revelados pela Ikewai nem pelos dois novos sócios e o atual, Rodrigo Assad. Nelson e Fabiana deixaram, respectivamente, a presidência da Avaya no Brasil e a diretoria de tecnologia da multinacional para investirem na Ustore. “É claro que um negócio desse não foi na casa dos mil reais”, afirma Fabiana.

Os novos sócios vieram com gosto de gás. “A nossa missão é ser a maior empresa de infraestrutura para computação em nuvem do Brasil. Pretendemos crescer 100% este ano sobre o faturamento do ano passado”, revela Nelson, sem dizer quanto a empresa faturou em 2014. Mas e a crise? “O mercado de infraestrutura para computação em nuvem cresce 50% ao ano. A crise até ajuda porque os nossos custos são em reais e a solução que vendemos aproveita os investimentos existentes no hardware (a parte física do equipamento, como por exemplo, o computador”, explica Nelson. Isso significa que as empresas podem armazenar mais dados sem aumentarem a sua estrutura de maquinário, porque os dados ficam na nuvem.

Há estimativas de que o faturamento do setor de infraestrutura de computação em nuvem no Brasil movimente R$ 300 milhões ao ano. “Pretendemos alcançar 15% de market share desse mercado em três anos”, diz Nelson. O crescimento desse mercado está muito ligado ao aumento do armazenamento de dados que tem um incremento a cada ano no mundo. A Ustore, segundo os seus acionistas, é a única empresa brasileira que oferece uma infraestrutura que viabiliza a prestação desse serviço numa solução verde amarela a qual teve o seu desenvolvimento iniciado há sete anos. Para isso, usou recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) que banca projetos de inovação, do CNPQ e de investidores. 

O otimismo dos novos sócios vem de um fato que está preocupando empresas e instituições depois que Edward Snowden vazou informações sigilosas dos Estados Unidos, revelando detalhes de alguns programas de vigilância usados por aquele país para espionar a população americana, nações da Europa e da América Latina, incluindo o Brasil. “A conta do Exército não é o nosso maior contrato, mas nos dá muita visibilidade”, acrescenta Rodrigo. A Ustore “nasceu no Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi do Centro de Estudos Avançados do Recife (Cesar) e depois se instalou no Bairro do Recife, onde tem sua sede até hoje.




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