Jornal do Commercio
FALÊNCIA

Leilão da Usina Catende frustrado mais uma vez

Esta é a quinta tentativa de leilão da massa falida da Usina Catende, localizada na Zona da Mata Sul do Estado

Publicado em 21/06/2016, às 09h57

Dos bens estimados em R$ 29,6 milhões, só foi arrematado o equivalente a R$ 162,7 mil.  / Foto: Helia Scheppa/Arquivo JC Imagem
Dos bens estimados em R$ 29,6 milhões, só foi arrematado o equivalente a R$ 162,7 mil.
Foto: Helia Scheppa/Arquivo JC Imagem
Da Editoria de Economia

A massa falida da Usina Catende, localizada na Zona da Mata Sul de Pernambuco, teve mais uma tentativa de leilão frustrada nesta segunda-feira (20). O valor total dos bens estava estimado em R$ 29,6 milhões, mas só foi arrematado o equivalente a R$ 162,7 mil. Essa é a quinta tentativa de leilão num processo de falência que se estende há 21 anos. 

Em 2012, a Trading Ghanei Legal Consultancy, de Dubai, chegou a constituir a empresa Brazsugar Usina de Álcool Ltda para concorrer ao leilão e arrematou a massa falida por R$ 40 milhões, mas não concretizou o negócio, porque não efetivou o pagamento. Ao longo dos anos, o leilão foi baixando de valor, em função da falta de interessados. Os primeiros, realizados em 2012, previam lance mínimo de R$ 100,7 milhões, levando em consideração o parque industrial, o Engenho Catende (210 hectares), geradores, veículos, tratores e máquinas, além do valor de mercado da usina. 

O leiloeiro Diogo Mattos Dias Martins, da Inova Leilão, explica que os interessados nos bens reclamaram dos preços dos ativos. “Alguns disseram que estão sendo apresentadas como maquinário peças que deveriam estar sendo vendidas como sucata. O valor de R$ 162,7 mil considerado homologado (vendido) se refere a máquinas, equipamentos e caminhões. No que chamamos de valor apurado condicional, foram ofertados lances para alguns imóveis, totalizando R$ 402,5 milhões. Mas esses lances não foram deferidos, porque não alcançaram o valor mínimo para venda. Por isso, ainda precisarão ser analisados pelo juízo, pelo Ministério Público e pelos credores”, observa, adiantando que o indicativo é de que não sejam considerados. 

No leilão, os bens da Usina Catende foram divididos em dez lotes, distribuídos em parque industrial porteira fechada (imóveis, maquinários, veículos, sucatas), Engenho Catende e suas benfeitorias, parque industrial com edificações, barragem, moendas, tombadores, garras, esteiras, picador, caminhões, tratores agrícolas e outros. A falência da Usina Catende deixou uma dívida de R$ 115 milhões com os trabalhadores, mas o valor dos bens a serem leiloados é inferior ao devido. 

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Comentários

Por Antonio,19/09/2016

Foi uma atitude irresponsável. Saber a quem interessou, jamais saberemos. O excelentíssimo Juiz, deve está radiante, tomou uma decisão com todos os fundamentos da lei. Hoje se ve um município desolado, grande éxodo rural, pessoas prestes a se aposentarem ficar a verem navios, por uma atitude cruel é sem dúvida politica. Seria inteligente entregar o complexo industrial a um grupo decente e competente, hoje com certeza seria bem diferente das condições atuais. Mas sabemos, o povo necessitados e analfabeto são sempre os prejudicados.

Por Antono,21/06/2016

Os compradores estão com razão. o que lá existe é sucata. Foram sucateados vendidos os motores caixa de marchas de caminhões e veículos, além do sumiços de muitas outras coisas tubos de irrigação, um trator de esteira e patrol que não foram devolvidas a usina etc. E pasmem, isso porque estava sobre a tutela da justiça, apesar das denuncias vnculadas na imprensa, de sucateamento.

Por varejo,21/06/2016

por que não loteiam a usina e vende as partes perto da cidade a preços atrativos! deve está havendo alguma máfia para variar!! vende no varejo já que ninguém tem dinheiro para comprar a usina toda! o resto a parte física o estado compra para fazer um museu da cana e do açucar! máfia essa coisa de leilão e licitação!

Por luis da silva,21/06/2016

pede para Dilma e cerveró comprarem!! são acostumados a comprar lata velha e pagam 10x o valor!!



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