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Carnaval 2017 turbina ocupação hoteleira em Pernambuco

ABIH prevê ocupação de 95% em Porto de Galinhas e Fernando de Noronha

Publicado em 17/02/2017, às 07h00

Porto de Galinhas é destino que se beneficia de quem quer fugir da festa / Foto: Heudes Regis/JC Imagem
Porto de Galinhas é destino que se beneficia de quem quer fugir da festa
Foto: Heudes Regis/JC Imagem
Da Editoria de Economia

O setor hoteleiro de Pernambuco está apostando que o Carnaval 2017 vai turbinar a ocupação este ano. Com a festa acontecendo nos últimos dias de fevereiro, a expectativa é de que os visitantes reservem algum dinheiro para gastar na folia. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis em Pernambuco (ABIH) acredita que tanto os destinos turísticos no centro da festa quanto os que servem para fugir da agitação vão se beneficiar. A projeção é de que a taxa de ocupação chegue a 95% em Porto de Galinhas e Fernando de Noronha e a 90% em Recife e Olinda.

“Em tempos de crise, quem for criativo vai se sobressair. A tendência do setor tem sido oferecer desconto direto nas diárias, inclusão de serviços nas diárias (como almoço e jantar) e pacotes de diárias. Isso sem falar na parceria com os sites que são ótimos parceiros e despontam como o canal de venda que mais tem crescido no setor”, destaca o presidente da ABIH no Estado, Artur Maroja.

Em 2016, a ocupação hoteleira durante o Carnaval 2017 foi um pouco menor em Olinda e Recife (88%), mas se manteve alta em Porto de Galinhas e Noronha (95%). Já o resultado do ano foi bastante prejudicado pelo desaquecimento do mercado, sobretudo no segmento de negócios, motivado pelo agravamento da crise econômica. Ao longo do ano, a ocupação média no Recife ficou em 50%, enquanto os destinos de lazer conseguiram um desempenho um pouco melhor (65%). O mesmo resultado negativo foi percebido pela atividade turística em 2015.

Para este ano, como o Carnaval 2017 aparece no calendário no final de fevereiro, a expectativa é de que a alta temporada se estenda até o início de março. A Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco considera uma ocupação de 14 dias entre os dias 20 de fevereiro e 5 de março. “Acreditamos que vai ser um Carnaval muito bom nos principais destinos turísticos pernambucanos (Recife, Olinda, Bezerros) e nos destinos para fugir da folia (Porto de galinhas, Fernando de Noronha, Gravatá)”, diz Maroja.

No Grupo Pontes, integrado pelos hotéis Summerville (em Porto de Galinhas), Mar Hotel e Atlante Plaza (em Boa Viagem), os equipamentos lotaram mais cedo para a folia este ano. O fim do contrato de administração hoteleira com a AccorHotels é apontada como um dos motivos. sabendo da retomada da administração pelo grupo pernambucano reanimou a antiga clientela. “Há uma tendência de lotar no Carnaval, mas observamos uma velocidade maior nas vendas deste ano”, afirma o diretor do grupo, Luiz Guilherme Pontes.

Na avaliação do empresário, é necessário um movimento do setor para prolongar a atratividade do Carnaval, como acontece no Rio de Janeiro. O desfile das escolas de samba campeãs é realizado no sábado após a Folia de Momo e postergam a permanência do turista na cidade. “Aqui no Estado o setor comemora ocupação de quase 100% durante o Carnaval, mas os períodos pré e pós a festa são muito ruins para a atividade. É preciso criar eventos para prolongar a presença do visitante”, defende Luiz Guilherme.

O presidente da ABIH também tem a mesma percepção. “Ficamos preocupados com o pós-Carnaval, sobretudo nas cidades de Recife, Olinda e Jaboatão, que são destinos de negócios. A instabilidade política e econômica tem diminuído as viagens de negócios dos executivos e a realização de convenções nos hotéis. A capital pernambucana também sofre com uma superoferta de leitos, que hoje chega a 15 mil graças a construção de vários flats nos últimos anos”, destaca Maroja.

NÚMEROS

Mesmo num ano ainda de crise, a Secretaria de Turismo acredita num crescimento de 6% no número de turistas no Carnaval deste ano, que deverá chegar a 1,7 milhão de pessoas, superando os 1,6 milhão de 2016. A expectativa é de que a festa movimente R$ 1,25 bilhão na economia estadual, sendo um pouco maior que os R$ 1,2 bilhão do ano anterior.

No ano passado, os turistas brasileiros que mais desembarcaram no Estado foram os de São Paulo (17,55%), Rio de Janeiro (10,81%), Ceará (10,10%) e Alagoas (6,96%). Entre os estrangeiros estão os argentinos (43,02%). americanos (14,53%), portugueses (11,73%) e chilenos (8,38%). O gasto médio foi de R$ 186,96.

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