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ARMAMENTO

Ruag afirma que está negociando com PE e Santa Catarina

Empresa suíça quer instalar linha de produção de munição para armas no País

Publicado em 12/09/2017, às 07h01

Empresa afirma que quer expandir linha de produtos, no futuro, para atender ao Exército brasileiro. / Foto: Agência Brasil
Empresa afirma que quer expandir linha de produtos, no futuro, para atender ao Exército brasileiro.
Foto: Agência Brasil
Da Editoria de Economia

A empresa suíça da área de defesa Ruag anunciou que está negociando com vários estados, entre eles Santa Catarina e Pernambuco, com objetivo de instalar uma linha de produção de munição para pequenas armas. As negociações para captar o investimento foram anunciadas pelo ministro Raul Jungmann, durante reunião do conselho deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), em julho deste ano. Para isso, seriam necessários cerca de U$ 90 milhões.

Em nota enviada ao JC, a empresa não confirmou a informação e disse apenas que há vários cenários de investimento e de tamanho de fábrica em avaliação. A Ruag também está em contato com empresas de defesa brasileiras para verificar a possibilidade de cooperação.

O objetivo inicial é de atender empresas de segurança privada, atiradores esportivos, colecionadores e forças policiais. Com o tempo, quer expandir a gama de produtos ofertada no Brasil e afirma que as soluções do grupo são “particularmente dedicada à esperada modernização do exército brasileiro”.



“A decisão de permitir que a Ruag estabeleça uma instalação de produção no Brasil melhorará a capacidade da cadeia de abastecimento nacional no setor de defesa, o que promoverá a soberania nacional do país”, destacou a empresa em nota.

No último dia 5, portaria da Casa Civil publicada no Diário Oficial da União autorizou a sociedade estrangeira Ruag Indústria e Comércio de Munições Ltda. a funcionar no País, estabelecendo o compromisso de que, no caso de os insumos nacionais serem reprovados por baixa qualidade, a empresa vai desenvolver e capacitar fornecedores nacionais que atendam à qualidade exigida, de forma que os bens finais sejam produzidos no País.

Na época, o ministro Raul Jungmann disse que as negociações estão avançadas com a empresa. Procurado pela reportagem, não se pronunciou sobre o assunto. Já o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico (AD Diper) do Estado, Leonardo Cerquinho, ratificou que as negociações estão avançadas, mas disse que só poderia detalhar com protocolo de intenção assinado.


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