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FALÊNCIA

Frigorífico pernambucano São Mateus vai a leilão em outubro

Empresa deixou um passivo de R$ 219 milhões. Primeira chamada do leilão ocorre em outubro

Publicado em 14/09/2017, às 09h25

Só com funcionários, passivo é de R$ 17 milhões / Foto: Helia Scheppa/Acervo JC Imagem
Só com funcionários, passivo é de R$ 17 milhões
Foto: Helia Scheppa/Acervo JC Imagem
Da Editoria da Economia

Imóvel, móveis, equipamentos e as marcas do frigorífico pernambucano São Mateus vão a leilão em outubro e novembro próximos. O juiz da 30ª Vara Cível do Recife determinou a realização da venda pública dos ativos da massa falida, que estão avaliados em R$ 15,2 milhões. A empresa ingressou com pedido de Recuperação Judicial em 2011, mas não conseguiu cumprir o plano e decretou falência em 2015. A empresa deixou um passivo de R$ 219 milhões com ex-funcionários, fornecedores, bancos, governos e outros credores.

O leilão será realizado de forma presencial e eletrônica. A primeira chamada será no dia 27 de outubro às 14h, por lance igual ou superior ao valor da avaliação. Já a segunda chamada está marcada para 9 de novembro, também às 14h, por um lance que não pode ser inferior a 60% para o imóvel e a 50% para os móveis. Os interessados em participar do leilão podem obter informações no site do Inova Leilão.

“Serão leiloados o imóvel onde funcionava o frigorífico no bairro da Guabiraba (Recife), além de máquinas, móveis, equipamentos de informática, equipamentos de laboratórios, veículos e as marcas dos produtos”, explica Paula Lôbo, advogada e representante do Time Avançado em Recuperação Judicial (TARJ), que é a administradora judicial da falência da São Mateus.



Só com os 1,2 mil funcionários que trabalharam na empresa na época da falência, a São Mateus deixou uma dívida de R$ 17 milhões. Em 2011, os trabalhadores chegaram a fazer vários protestos em frente à fábrica para buscar informações sobre o pagamento de salários atrasados, rescisões e depósitos de FGTS. O valor de avaliação dos bens avaliados não são suficientes sequer para quitar os débitos trabalhistas. Nos autos do processo os credores tentam bloquear os bens dos antigos donos para tentar recuperar os prejuízos.

PROCESSO

Uma empresa chegou a fazer oferta pelos ativos da São Mateus no processo, mas segundo a TARJ a proposta estava muito abaixo do valor de avaliação dos ativos. Paula Lôbo explica que a venda dos ativos por meio de leilão é mais adequada por se tratar de uma modalidade de venda com maior transparência e que maximiza o valor dos bens.

“Além disso, é importante ressaltar que, para os interessados em comprar os ativos, não haverá qualquer sucessão de débitos, especialmente fiscais e trabalhistas, como acontece em outros tipos de transação”, destaca Paula Lôbo.


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