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Cesta Básica

Valor da cesta básica sobe 0,58% no Recife

Em outras capitais brasileiras, a cesta básica teve uma redução nos preços

Publicado em 06/12/2017, às 16h23

Salário mínimo ideal para manter uma família de quatro pessoas é de R$ 3.731,39 mil  / Foto: Arquivo JC Imagem
Salário mínimo ideal para manter uma família de quatro pessoas é de R$ 3.731,39 mil
Foto: Arquivo JC Imagem
Estadão Conteúdo
Editoria de Economia

O custo da cesta básica no Recife registrou crescimento de 0,58% em novembro em comparação com outubro. A movimentação foi diferente em outros locais pesquisados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As maiores quedas foram registradas no Rio de Janeiro (-3,25%), Belém (-2,26%) e em Brasília (-2,12%). No Nordeste, além do Recife quatro cidades aumentaram os preços: Aracaju (0,21%), Maceió (0,44%) e Natal (0,96%).

No penúltimo mês de 2017, o consumidor do Recife alistou um dos menores valores da cesta básica com R$ 327,85, juntamente com Salvador (R$ 315,98) e João Pessoa (R$ 324,90), que desembolsaram uma quantia menor. Por outro lado, o valor mais elevado da cesta básica foi registrado em Porto Alegre, que atingiu R$ 444,16, seguido por São Paulo, onde alcançou R$ 423,23 e por Florianópolis (R$ 415).

Em 12 meses até novembro, o Dieese constatou declínio nos preços da cesta de alimentos em todas as capitais consultadas, com as taxas negativas variando entre 14,43% (Campo Grande) e 5,30% (Porto Alegre). Da mesma forma, de janeiro a novembro o custo também foi reduzido em todas as cidades. Os principais destaques foram Belém, com recuo de 12,65%; Manaus, onde teve retração de 12,51%; Cuiabá, com queda de 11,88%; e Brasília (-11,86%).

Alimentos

De outubro para o mês seguinte, produtos como banana, açúcar, tomate e feijão ficaram mais baratos, enquanto a batata - pesquisada na região Centro-Sul - ficou mais cara.

O preço médio da banana, por exemplo, diminuiu em 17 das 21 capitais pesquisadas. As quedas ficaram entre 14,54%, em Belo Horizonte, e em 0,59%, em São Luís. No caso do açúcar, houve retração em 16 cidades, sendo as mais acentuadas em Salvador (-6,15%), Goiânia (-5,42%) e Natal (-5,08%).



O preço médio do quilo do tomate caiu em 15 capitais e as taxas negativas oscilaram entre quedas de 23,86%, no Rio de Janeiro e de 0,21%, em Manaus. As altas mais relevantes foram registradas em Salvador (8,33%) e em Natal (14,55%)

Também em 15 cidades, o feijão ficou mais barato em novembro. O do tipo carioquinha, pesquisado nas regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste, em Belo Horizonte e em São Paulo, aumentou em Maceió (0,86%), ficou estável em Campo Grande e Cuiabá e teve queda nas demais localidades. Os recuos ficaram entre 11,53% (Belém) e 1,38% (São Luís). Já o preço do feijão preto subiu em Florianópolis (0,16%), Porto Alegre (0,56%) e Vitória (1,06%). No Rio de Janeiro e Curitiba foram registradas quedas de 5,34% e de 4,08%, respectivamente.

Já batata ficou mais cara em nove das onze cidades onde é pesquisada. As altas mais expressivas foram registradas em Porto Alegre (12,69%), Goiânia (12,99%), Cuiabá (13,14%), Brasília (13,48%) e Curitiba (15,23%).

Salário

De acordo com o Dieese, em novembro deste ano o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.731,39 mil, ou 3,98 vezes o mínimo de R$ 937. Em outubro, o piso ideal era de R$ 3.754,16 mil, ou 4,01 vezes o mínimo vigente. Já no penúltimo mês do ano passado, o salário mínimo necessário foi de R$ 3.940,41 mil ou 4,48 vezes o piso em vigor, que corresponde a R$ 880. 


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