Jornal do Commercio
Gás de cozinha

Distribuidoras de gás de cozinha terão que se explicar sobre preços

Governo de Pernambuco notificou quatro distribuidoras de GLP

Publicado em 07/12/2017, às 15h21

Preço do gás de cozinha vinha aumentando mensalmente desde junho / Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem
Preço do gás de cozinha vinha aumentando mensalmente desde junho
Foto: Clemilson Campos/Acervo JC Imagem
Da Editoria de Economia

Quatro distribuidoras de gás com atuação em Pernambuco foram notificadas pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH) e pelo Procon-PE. As notificações aconteceram depois que o órgão de defesa do consumidor percebeu que nos últimos meses foram repassados à população aumentos expressivos nos preços dos botijões, além da ocorrência de explosões motivadas pelo aumento da comercialização clandestina.

Foram notificadas as distribuidoras Butano, Minasgás, Copagaz e Liquigás. Elas terão que apresentar ao Procon, no prazo de 48 horas, a relação de revendedores autorizados, os documentos de regularidade fiscal e as certificações ambiental e do Corpo de Bombeiros das revendedoras. As distribuidoras terão que esclarecer, ainda, se exercem algum controle sobre o preço final praticado pelos revendedores, além de apresentar os percentuais e periodicidades de reajustes sobre o preço de gás de cozinha, aplicados nos últimos 60 dias. Nesta quinta-feira (7), a Petrobras informou que vai rever a política de preços que vinha tendo aumentos mensais desde junho.

Caso as empresas não apresentem as informações poderá ser instaurada investigação preliminar, que poderá implicar em abertura de processo administrativo, com penalidades previstas no Código de Defesa do Consumidor, como multa.

O preço do botijão de gás de cozinha aumentou pelo sexto mês consecutivo na última terça-feira (5), dessa vez com reajuste de 8,9%. Segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço máximo de venda ao consumidor na semana passada era de R$ 60, mas, na prática, o valor tem variado de R$ 70 a R$ 83,60. Com o aumento, o preço vai variar entre R$ 76,26 e R$ 91, dependendo do local de comercialização.

A Petrobras justifica que “o reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, que acompanharam a alta do petróleo. Como a lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, as revisões feitas nas refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, diz a nota encaminhada à imprensa.



Desde junho, a Petrobras mudou a política de preços do setor, com a possibilidade de realizar reajustes mensais. De lá para cá, o aumento acumulado é de 67,8%. Foram sete variações positivas e uma queda no preço (em julho) do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). A estatal repassou um reajuste de 4,0% para as distribuidoras, o que significa uma média de ou cerca de R$ 2,53 por botijão. As distribuidoras vão repassar outro reajuste para os revendedores até chegar ao consumidor.

Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), informou que o reajuste oscilará entre 7,3% e 9,9%, de acordo com o polo de suprimento. Pelos cálculos da instituição, o ajuste anunciado deixa o preço praticado pela Petrobras para as embalagens de até 13 quilos aproximadamente 1,3% abaixo do preço de paridade internacional.

PERNAMBUCO

"Aqui no Estado uma das cinco distribuidoras (Nacional Gás, Liquigás, Copagaz, Ultragaz e Super Gás Butano) já anunciou que vai repassar um aumento de 9% aos revendedores e a tendência é que a demais acompanhem. Os revendedores também estão sufocados e não têm condições de segurar o preço, até porque cada vez temos que dispor de um capital de giro cada vez maior para manter os negócios. Por isso muitas empresas estão fechando ou indo para a clandestinidade”, afirma a presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo em Pernambuco (Sinregas-PE), Francine Gulde.

Em outubro, o Ministério Público de Pernambuco e o Sinregas realizaram seminário sobre clandestinidade. A estimativa é de que o Estado tenha 2 mil revendedores autorizados e 6 mil clandestinos. Os constantes reajustes nos preços tem aumentado o número de queimados nos hospitais. “Por falta de condição para acompanhar os valores, a população mais pobre está utilizando álcool para cozinhar ou comprando botijão clandestino que é mais barato. Alguns são até adulterados com água para fazer pesar”, observa Francine.

No último sábado morreu a terceira vítima da explosão de um botijão de gás clandestino em Jaboatão dos Guararapes. Sete pessoas da mesma família (cinco crianças e dois adultos) foram atingidas.


Recomendados para você


Comentários

Por wellington,09/12/2017

Do que adiante dizer que a infração ta baixa,se o gaz de cozinha esta tão caro! E a gasolina esta um absurdo!Água e luz está muito alto!Só basta não chover um mês q eles já aumenta a conta de luz,e quando chove não volta ao valor que estava.

Por Leandro,07/12/2017

Ele vai...

Por Moises,07/12/2017

Isso é um absurdo, o brasileiro e o povo pernambucano sofre, ganhamos poucos e os empresários muitos, cada você seu Governador ajude os pernambucanos que tantos sofre.



Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

JC recall de marcas 2017 JC recall de marcas 2017
Conheça o ranking das marcas que têm conseguido se manter no topo da preferência dos pernambucanos. O rol é resultado de uma pesquisa realizada pelo Instituto Harrop, há duas décadas parceiro do Jornal do Commercio na realização da premiação
10 anos do IJCPM 10 anos do IJCPM
O Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (IJCPM) comemora 10 anos de história, contribuindo para transformar a vida de jovens de comunidades com histórico de desigualdade social nas cidades de Recife, Salvador, Fortaleza e Aracaju
Chapecoense: um ano de saudade Chapecoense: um ano de saudade
Um ano de saudade. Foi isso que restou. A maior tragédia do esporte mundial, no dia 29 de novembro de 2016, quando houve o acidente aéreo com a delegação da Chapecoense, em Medellín, na Colômbia, fez 71 vítimas. Entre elas, dois pernambucanos

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM