Se o ex-jogador da seleção brasileira, Ronaldo Fenômeno, roubou a cena esta manhã (26), pela tietagem que sofreu dos operários da Arena Pernambuco, à tarde, na entrevista coletiva, o alvo foi o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke. Ele foi bombardeado de perguntas sobre o estágio de Pernambuco em relação à Copa das Confederações de 2013 e a Copa do Mundo de 2014.
Em linhas gerais,o francês procurou passar otimismo quanto à capacidade de Pernambuco cumprir todas as promessas feitas à entidade. No entanto, ele deixou bem claro que o monitoramento não dará trégua e que será o primeiro a vir a público dizer quando a Fifa sentir que alguma cidade não terá condições de cumprir o cronograma.
"A Arena está com 43% de conclusão, portanto falta muito trabalho para finalizar os outros 57%. Pernambuco foi aprovado como sede da Copa das Confederações e temos a confiança que o cronograma será cumprido até novembro, quando tomaremos a decisão final e começaremos a venda dos ingressos", disse Valcke.
A Fifa vai fazer uma vistoria definitiva em novembro, com o propósito de manter as seis subsedes (Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza e Salvador são as outras) ou cortar uma ou duas delas. A Arena Pernambuco estima alcançar os 50% no começo de julho. A outra metade precisa ser finalizada até fevereiro do ano que vem.
Ainda sobre a Copa das Confederações, Valcke não quis confirmar a Espanha como cabeça de chave do Grupo B, o que consequentemente faria a Fúria fazer a inauguração da Arena Pernambuco, no dia 16 junho. "Vamos esperar o sorteio no dia 1º de dezembro. Por enquanto, a única definição é que o Brasil será cabeça de chave do Grupo A, assim como será na Copa do Mundo", destacou Valcke.
Foi a primeira vez que o secretário, braço direito do presidente Joseph Blatter, veio ao Recife. Jérôme Valcke visitará a Arena das Dunas, em Natal, nesta quarta (27), e o estádio Mané Garrincha, em Brasília, quinta. É a retomada das vistorias que foram interrompidas em março, em virtude da polêmica declaração dada por Valcke, que sugeriu que o Brasil merecia um “chute no traseiro” para acelerar as obras.
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