FORTALEZA – Dia 15 de dezembro de 2012. Os times ainda não estão definidos, mas o consórcio formado pelas construtoras Galvão Engenharia e Andrade Mendonça não tem qualquer dúvida de que a primeira sede da Copa de 2014 estará pronta e entregue ao Governo do Estado e à CBF para ser usada. A Arena Pernambuco passou recentemente dos 50%.
Quando isso acontecer, o novo estádio com capacidade para 65 mil pessoas, o maior do Norte e Nordeste, estará pronto há exatos 210 dias da abertura da Copa da Confederações em 2013. Isso significa dizer que a Secretaria de Esportes do Ceará terá tempo suficiente para testar todos os sistemas e serviços para as competições de 2013 e de 2014.
O secretário especial da Copa do Ceará, Ferruccio Feitosa esclarece que a entrega do novo estádio Plácido Aderaldo Castelo, agora chamado de Arena Castelão, é visto como uma oportunidade de exposição do nome do Ceará na mídia internacional. E o governo do Estado pretende aproveitar isso ao máximo de maneira a reativar o turismo internacional, já que a crise da Europa e Estados Unidos reduziu o envio de turistas para a capital cearense.
Entregue em dezembro, o estádio já em janeiro passará a sediar não só o Estadual, mas também o Nacional. Pelo contrato de concessão de Parceria Público Privada, o Castelão deve abrigar 60 jogos de futebol por ano como parte do uso a que o Estado tem direito. Pelo contrato de PPP, qualquer coisa feita no estádio fora disso, a secretaria de Esportes divide os lucros com a operadora da Arena, liderada pela Galvão Engenharia.
Isso quer dizer que antes de junho de 2014, o Castelão será palco de uma série de shows, eventos esportivos e jogos comemorativos que a empresa gestora já programa atrair para a Fortaleza. Inclusive jogos da Serie A em função das torcidas de clubes paulistas e cariocas que o Ceará abriga.
O que permitiu ao governo cearense reformar o velho estádio construído na década de 70 adaptando-o às exigências da FIFA e à perspectiva de ser usado como uma arena multiuso, foi um contrato de PPP com valor fixo de 518,6 milhões celebrado entre o governo e o consórcio de empresas privadas com metas rígidas de entrega para de imediato rentabilizá-lo.
O projeto da Galvão/Andrade Mendonça foi dividido em quatro etapas onde à medida que iam sendo contraídas eram entregues ao Governo do Estado. Este, por sua vez, passava a pagar pelo seu uso. Foi assim com um novo prédio de duas secretarias de estado e parte do estacionamento que quase 2 mil vagas que servirá ao estádio.
Enquanto isso, a obra da reforma do estádio ia avançando. Primeiro, uma grande implosão de 20% do antigo estádio permitiu abrir espaço para a construção da nova área dentro das exigências e especificações da Fifa.
O clima e o solo do Ceará também ajudaram. Com 300 dias de sol por ano, a obra prosseguiu sem interrupções. Outra vantagem foi o terreno onde o estádio está construído que exigiu estacas de apenas oito metros de profundidade. E ainda foi importada uma tecnologia da Finlândia que reduziu a 10% o tempo médio de cravar as estacas no solo. Outra ação de construção e que ajudou no ganho de tempo foi a contratação dos pilares de sustentação da coberta a uma empresa portuguesa, que não tinha encomendas.
O gramado começará a ser posto em 1º de setembro e liberado em 30 de novembro.
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