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Copa do Nordeste

Equilíbrio e rivalidade marcam últimos edições da Copa do Nordeste

Nas cinco edições mais recentes, foi consagrado um campeão diferente a cada ano

Publicado em 14/01/2018, às 10h02

Competição mostra equilíbrio nos últimos anos / Foto:Thiago Wagner/JC
Competição mostra equilíbrio nos últimos anos
Foto:Thiago Wagner/JC
Vinícius Barros
vbarros102@gmail.com

A partir de 2013, o calendário das equipes nordestinas ganhou um novo atrativo no início da temporada. Com o retorno da Copa do Nordeste naquele ano - a competição sofreu uma pausa de 2004 a 2012 (com uma edição isolada em 2010) - a região voltou a ter os confrontos entre os melhores de cada estado.A TV Jornal vai transmitir a edição 2018 com exclusividade para Pernambuco.

Com essa retomada, rivalidade e equilíbrio também voltaram a andar juntos. Nas cinco edições mais recentes, um campeão diferente a cada ano e quatro estados entre os vencedores. A vantagem, até então, fica para Pernambuco, com títulos do Sport, em 2014, e Santa Cruz, em 2016.

Outra prova de como os confrontos foram bastante disputados é o placar agregado das finais. A única vez em que o campeão conseguiu vencer por mais de dois gols de diferença foi no título de 2013 do Campinense. Na ocasião, a equipe conquistou duas vitórias contra o ASA. A primeira por 2x1, em Arapiraca, e a segunda por 2x0, em casa.

Já em 2014, foi a vez do Sport ficar com o título. No primeiro jogo, o time pernambucano venceu por 2x0 o Ceará na Ilha do Retiro. Na volta, um empate por 1x1 no Castelão confirmou a conquista para o Leão. Vice no ano anterior, o alvinegro cearense não queria amargar outra derrota na decisão de 2015. Com isso, a equipe correspondeu em campo, com duas vitórias. No primeiro jogo, na Fonte Nova, arrancou um triunfo contra o Bahia diante de mais de 40 mil pessoas. Em Fortaleza, empurrado por 63 mil torcedores, venceu por 2x1 e levantou o troféu.



Embalado pelo acesso da Série B para A em 2015, o Santa Cruz chegou à sua primeira final da Copa do Nordeste na história em 2016, contra o campeão de três anos atrás, o Campinense. Jogando no Arruda, buscou o resultado nos acréscimos do segundo tempo e saiu com a vitória por 2x1. Em Campina Grande, segurou o ímpeto dos donos da casa e ficou com o empate para garantir um título inédito.

Uma escalada de qualidade também foi vista na volta da competição. Se no primeiro ano, a final foi entre um integrante da Série B e um time sem divisão, ASA e Campinense respectivamente, nas edições seguintes o torneio foi vencido três vezes por clubes da Série A, em 2014 (Sport), 2016 (Santa) e 2017 (Bahia).

No último ano, inclusive, duas das grandes potências regionais chegaram à decisão: Bahia e Sport. A disputa, com triunfo da equipe tricolor, foi o primeiro caso de uma final entre dois clubes que participavam da Primeira Divisão desde o retorno da Copa do Nordeste, em 2013. Na ida, empate na Ilha por 1x1. Na segunda partida, o time baiano foi superior na Fonte Nova e ganhou dos pernambucanos por 1x0.

Equilíbrio

Quando consideradas todas as épocas do torneio, no entanto, esse equilíbrio não é tão presente. Os torneios de 1994 a 2003, somados ao Nordestão de 2010, mostram uma supremacia de Bahia e Pernambuco. Em todas as edições, clubes desses estados foram os campeões, exceto em 1998, que teve o América-RN campeão. Ao todo, os baianos levantaram a taça sete vezes, enquanto os times de Pernambuco conquistaram em quatro oportunidades.


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