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Memória

Brasil comemora 50 anos do bicampeonato mundial

Há meio século, seleção reafirmava sua hegemonia ao conquistar, no Chile, pela segunda vez a Taça Jules Rimet

Publicado em 16/06/2012, às 16h30

João de Andrade Neto

Os bicampeões: Djalma Santos, Zito, Gilmar, Zózimo, Nilton Santos e Mauro (em pé). Garrincha, Didi, Vavá, Amarildo e Zagallo (agachados) /

Os bicampeões: Djalma Santos, Zito, Gilmar, Zózimo, Nilton Santos e Mauro (em pé). Garrincha, Didi, Vavá, Amarildo e Zagallo (agachados)

O bicampeonato mundial de 1962, que completa neste domingo (17/6) 50 anos, não teve o pioneirismo de 1958 ou a exuberância do tri, em 1970. Também não marcou uma retomada, como o tetra em 1994, e nem a ressurreição de um fenômeno, como em 2002. Mas foi fundamental para o futebol brasileiro ao reafirmar a sua condição de nova potência mundial.

A vitória no Chile, obtida após uma vitória por 3x1 sobre a Checoslováquia, também coroou uma geração de ouro. De craques como Gilmar, Nilton Santos, Djalma Santos, Zito, o pernambucano Vavá, além da dupla Pelé e Garrincha, o maior nome daquele mundial. Dos 22 convocados, 14 haviam sido campeões quatro anos antes, na Suécia.

No time titular, apenas três mudanças. Na defesa, entraram os zagueiros Mauro e Zózimo nos lugares de Bellini e Orlando. E no ataque, Amarildo se transformou na grata surpresa ao substituir Pelé, que machucado jogou apenas os dois primeiros jogos do Mundial.

Com isso, a média de idade dos campeões se elevou, passando de 26 para 30,4 anos, a maior entre todas as seleções campeãs mundiais. Ao mesmo tempo, ao usar apenas 12 jogadores na campanha, a seleção de 62 foi a que teve o menor número de atletas em um título. A comissão técnica também foi praticamente a mesma. A única mudança foi a do treinador. Sofrendo de nefrite, Vicente Feola deu lugar a Aymoré Moreira.

"Pelo ponto de vista histórico, a conquista do bi, em 62, foi de uma importância enorme. Mostrou que o que havia acontecido na Suécia, em 58, não era obra do acaso. O Brasil reafirmava o seu domínio no futebol mundial e estabelecia o ponto de partida para a hegemonia que viria em seguida. Além disso, foi a Copa da afirmação de Garrincha como um gênio do futebol mundial, talvez só comparado ao próprio Pelé", afirmou o coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Sociologia do Futebol da Universidade Federal de Pernambuco, Túlio Velho Barreto.

Vale lembrar que além de Vavá (autor de quatro gols na Copa) outro pernambucano campeão do mundo em 1962 foi o volante Zequinha, ex-Santa Cruz. Foi a única Copa em que Pernambuco teve dois campeões mundiais.

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