DONETSK (Ucrânia) - Atual campeã, a Espanha está na final da Eurocopa 2012. Depois de sofrer durante 120 minutos para furar o bloqueio adversário na Donbass Arena, em Donetsk, sem sair do 0x0, o time de Vicente Del Bosque bateu Portugal nos pênaltis, por 4x2, e irá tentar o bicampeonato diante de Alemanha ou Itália, que se enfrentam nesta quinta-feira (27/6) em Varsóvia.
Xabi Alonso começou cobrando e parou em Rui Patrício. Mas João Moutinho parou em Casillas e Bruno Alves na trave. Coube a Fabregas converter o pênalti que selou a classificação espanhola. A Fúria agora terá a oportunidade de igualar o feito da França, que em 2000, dois anos após vencer a Copa do Mundo, levantou o caneco da Eurocopa.
O técnico Paulo Bento prometeu e cumpriu. Desde que soube que a Espanha seria sua adversária na semifinal da Eurocopa, o comandante avisou que não jogaria recuado como a maioria faz para tentar parar o poderoso ataque espanhol. Nesta quarta-feira, na Donbass Arena, Portugal repetiu a escalação que tem apostado desde o início e, mais do que isso, se impôs em campo.
Acostumada a incansáveis trocas de passe, a seleção de Vicente Del Bosque até fez isso – e ouviu vaias das arquibancadas –, mas não conseguiu exercer um amplo domínio. Durante o primeiro tempo, teve apenas 10% a mais de posse de bola que o adversário. Atacou pouco e quando atacou foi mal.
A dificuldade em o setor ofensivo espanhol produzir fez o treinador apostar em Negredo para o lugar de Fabregas. O atacante do Sevilla, contudo, também não correspondeu, assim como David Silva. Nas duas oportunidades que teve, ele preferiu o passe para Iniesta a chutar para o gol e acabou errando em ambas. O meia do Barcelona, aliás, era o jogador mais perigoso da Fúria. Aos 28 minutos, ele recebeu de Xavi e arriscou de primeira, mandando com muito perigo para a meta de Rui Patrício.
Pelo lado português, não poderia ser diferente, Cristiano Ronaldo participava das principais ações de jogo. Ele começou aberto pela esquerda, de onde foi até a linha de fundo e cruzou na medida para Nani. Mas Casillas se antecipou para fazer a defesa. Depois, já pela direita, ele chutou rasteiro e mandou rente à trave do goleiro do Real Madrid. Quando tentou de falta - uma de suas principais armas -, foi pouco eficiente e acertou a barreira.
A Espanha até voltou com a mesma formação para o segundo tempo, mas não demorou nem dez minutos para Vicente Del Bosque trocar Negredo por Fabregas. Pouco depois, o treinador ainda tirou o apagado David Silva para promover a entrada de Jesús Navas. Pouco adiantou.
Portugal, por sua vez, diminuiu o ritmo e também passou a incomodar menos. Cristiano Ronaldo acionava Hugo Almeida, que tentou três vezes, mas mandou todas para fora. O próprio atacante do Real Madrid tentou de falta, que desta vez passou rente ao gol de Casillas. O astro ganhou novo companheiro de ataque quando Paulo Bento colocou Nelson Oliveira entrou. Mas, a exemplo de como foi com a Espanha, a mudança pouco adiantou.
Sem brilho, as equipes pouco produziram e o duelo foi para a prorrogação, e então foi a Espanha quem esteve perto de marcar. Após um belo lance de Pedro - que entrou no final do jogo no lugar de Xavi -, Jordi recebeu e cruzou rasteiro para a área. A bola passou por todo mundo, mas nenhum espanhol mandou para a rede. Sergio Ramos, de falta, também quase abriu o placar. Nos pênaltis, Rui Patrício defendeu tiro de Xabi Alonso e Casillas parou João Moutinho. Mas Portugal foi eliminado quando o zagueiro Bruno Alves acertou a trave.
Ranking do dia
Policlínica Barros Lima será reformada evai ganhar mais 21 profissionais de saúde
Caixa Cultural recebe até domingo Mostra Cinema Português Contemporâneo
Estaleiro retoma contrato de 12 navios suspensos pela Transpetro em maio do ano passado
Clima ameno, mas com recados sutis
Acabou o suspense: lançado o Xbox One
Gol ganha duas versões aventureiras
Torreão é opção para famílias Especiais JC
Parque Nacional Torres del Paine