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NÁUTICO

Estádio dos Aflitos à venda

Diretoria alvirrubra envia proposta de negócio a seis construtoras para que apresentem seus projetos

Publicado em 18/08/2011, às 07h23

Carlyle Paes Barreto

 / Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem

Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem

O Náutico iniciou um processo de consulta para vender boa parte de sua sede, no bairro dos Aflitos. Em cartas assinadas pelo presidente executivo, Berillo Júnior, e pelo presidente do Conselho Deliberativo, André Campos, o clube convidou seis construtoras para participar da negociação. Elas têm até o dia 15 de setembro para apresentar seus respectivos projetos. Outras três empresas também teriam demonstrado interesse.

De acordo com as diretrizes da diretoria do Náutico, estaria fora do processo apenas o edifício principal da sede, considerado Imóvel Especial de Preservação (IEP). Com ele permaneceriam as lojas que estão arrendadas a terceiros (Timbushop e Delta Café). O terreno, de 41 mil metros quadrados, fica numa das áreas mais nobres do Recife. Estima-se que o valor da área esteja avaliado em mais de R$ 100 milhões.

Com a venda da área que inclui o Estádio Eládio de Barros Carvalho, as duas quadras poliesportivas, as piscinas, o estacionamento e o bar, o Náutico passaria todo seu centro administrativo, esportivo e de lazer para o Centro de Treinamentos Wilson Campos, no bairro da Guabiraba, Zona Norte do Recife. Na proposta enviada pela diretoria, há até um pré-projeto pronto para o local, com toda a infraestrutura que hoje a sede de Rosa e Silva possui. Só que ampliada e bem mais moderna.

Além disso, a construtora que vencer o processo de licitação (as empresas entregarão propostas em cartas fechadas) deverá dispor de R$ 20 milhões para um aporte inicial, no ato da emissão da Licença de Construção. "Este valor, uma espécie de sinal, será destinado à quitação de todas as dívidas do clube. Com isso, o Náutico terá seu passivo zerado", explicou um dos 21 conselheiros que terão a missão de fiscalizar todo processo (a pedido, o nome do conselheiro foi omitido). Deste grupo de notáveis fazem parte ex-presidentes do executivo e do Conselho Deliberativo.

O restante do montante arrecadado com o negócio seria destinado à construção do novo clube, na Guabiraba, onde já existem campos oficiais de treino e alojamento para os jogadores do time profissional. E terá que ser pago em parcelas de até 60 meses.

Outras pré-condições fazem parte do processo. Como a construção de edifícios residenciais para as classes A e B e a implantação de edifícios empresariais. "Um deles ficaria como patrimônio do Náutico. Assim o clube teria receita permanente", justificou o conselheiro. Como a área integra uma zona de restrição imobiliária (a Lei dos 12 Bairros), os prédios não poderão possuir mais de 20 pavimentos.

Estudo de impacto de vizinhança também está contemplado no documento, o que dificilmente permitiria a construção de um shopping center.

Após a escolha da empresa vencedora do leilão, caberá ao Conselho Deliberativo e, em seguida, à Assembleia Geral, a aprovação do negócio, como determina o Estatuto do clube. Os conselheiros já têm conhecimento da consulta às construtoras.

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Comentários

Por Diogo Oliveira,07/07/2012

pelo amor de DEUS!! eu ñ entendo como podem vender nossa casa,sim pq os aflitos é minha casa e com certeza a casa de todos os alvirrubros,ñ posso negar q a seus beneficios mas ñ trocaria a localização e principalmente o local que dispoe de tanta historia como o estadio dos aflitos por um lugar q eu nem posso dizer q é MEU,q é do NAUTICO que é NOSSO!!!vai ser como no rio de janeiro todos jogando no maracanã sem poder dizer q o estadio é sem quando o estadio entra em obras todos se desesperam pos ñ tem onde jogar!!

Por marcelo andrade,02/09/2011

o investimento e otimo mas temos que fiscalizar tudo.

Por Ewerton Santana,21/08/2011

É algo bastante novo e como todo grande empreendimento, apresenta diversos fatores. Sejam esses de desenvolvimento ou sejam de risco. Eu acredito que o projeto é sim inovador, mas deve haver um projeto que incentive o torcedor alvi-rubro a ir para o novo lugar de mando de campo, digo incentivo financeiro. E tem mais: 100 milhões é muiito barato para o que temos, deve sim ser pelo menos uns 300 milhões... Abraços. Alvi-rubro até o fim, com ou sem estadio dos Aflito.

Por antonio luna,19/08/2011

Esta é sm dúvida, como já disse, uma visão de futuro. Quem vive do passado é museu. O náutico tem que acompanhar o desemvolvimento econômico do estado para ser grande.

Por JULIO,19/08/2011

SÓ PRA TIRA OS TORCEDORES DO NÁUTICO PRA NÃO IR MAIS O CAMPO PARA PARTICIPAR DAS PARTIDAS DOS JOGOS DO NÁUTICO. (EDUARDO CAMPOS COMO GOVERNADOR NÃO SABE SE AJUDA OS ADVERSARIOS DO NÁUTICO)

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