Acostumado a realizar treinos fechados à imprensa e à torcida, esta semana, visando ao jogo do Grêmio, domingo, nos Aflitos, o técnico Alexandre Gallo fez logo dois. O último ocorreu nesta sexta-feira (15) à tarde. Há um lado curioso por trás de tudo isso. Nos três primeiro embates, Gallo fez trabalhos a portas fechadas, e o time colecionou duas derrotas e um empate. Antes do Botafogo, nada de segredos, e veio o primeiro triunfo.
A pergunta que não quer calar é: o trabalho às escondidas dá mesmo certo?
O próprio Gallo acha que não. “Não muda a história de um jogo. Não garante a vitória. Mas, no mínimo, é interessante você plantar a dúvida num treinador capacitado como Wanderley Luxemburgo”, defendeu o treinador.
“Não tenho a mínima intenção de prejudicar o trabalho da imprensa. Mas é necessário. Estamos trabalhando algumas formações e gostaria que elas permanecessem em segredo”, disse o técnico.
Os jogadores estão com o técnico Alexandre Gallo. Além de exaltarem a questão do foco no trabalho, que melhora sem os visitantes nos Aflitos, compreendem que o segredo é uma ótima arma para ludibriar o adversário.
“Talvez o treino secreto não ganhe o jogo. Mas esconder a informação é essencial. Ajuda muito”, comentou Araújo. “Não custa nada esconder o que a gente está fazendo para colocar dúvidas na cabeça do adversário”, diz Derley.
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