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REENCONTRO

Giva e Thomás, amigos em lados opostos no Clássico das Emoções

Os dois atacantes se conheceram nas competições de base e atuaram juntos no Joinville

Publicado em 11/03/2017, às 11h04

Giva (E) e Thomás (D) se conhecem desde as categorias de base / Foto: JC Imagem
Giva (E) e Thomás (D) se conhecem desde as categorias de base
Foto: JC Imagem
Filipe Farias
Twitter: @_filipefarias

Uma amizade que ficará de lado hoje por 90 minutos. Os atacantes Giva, do Náutico, e Thomás, do Santa Cruz, devem se enfrentar pela primeira vez como titulares no profissional (nos dois primeiros clássicos, enquanto um foi titular, o outro estava na reserva), às 16h, na Arena de Pernambuco, pela Copa do Nordeste. Com a mesma idade, 24, os dois se conheceram quando o alvirrubro defendia o Santos e o tricolor no Flamengo, e protagonizavam grandes embates nas competições nacionais de juniores. Com o destaque que tiveram, a convocação para a seleção de base era iminente. Chance excelente para iniciar a parceria.

Porém, foi no ano passado, no Joinville, que os atacantes se tornaram grandes amigos. “Giva é meu irmão. A gente já se conhecia de jogar contra. Eu no Flamengo e ele no Santos. Um sabia quem era o outro. Fomos convocados juntos para a seleção de base, mas nos conhecemos a fundo no Joinville. Criamos uma amizade bacana. A gente morava perto um do outro, então íamos sempre juntos para os treinos. É um cara que tenho um carinho muito grande”, confessou Thomás.

Elogios que também foram retribuídos pelo avante alvirrubro. “Era muito legal a convivência com Thomás. Ele é um cara muito tranquilo”, falou Giva, que também revelou algumas brincadeiras que o ex-colega de clube fazia no time catarinense. “Ele gostava de tirar onda e brincar de bater nos outros. Sempre quem chegava atrasado no treino, ele juntava a galera para dar um babau (tapas na cabeça). Mas nunca levei não”, se saiu Giva.

REENCONTRO

Por muito pouco, os atacantes não voltaram a atuar juntos. Isso porque a diretoria timbu esteve próximo de acertar a contratação de Thomás, que acabou se transferindo para o rival tricolor. “Em dezembro, eu estive perto do Náutico. Mas escolhi vir pra cá (Santa Cruz), conversei muito com o Vinícius (Eutrópio) e hoje sou total Santa cruz. Já joguei dois clássicos contra o Náutico e um diante do Sport e sei como é a rivalidade aqui. Recife fica mobilizado pois tem essa rivalidade e a vontade de vencer é maior”, contou o atleta coral.

Com o Náutico necessitando desesperadamente da vitória, Giva sabe que terá de vencer o amigo para manter os timbus vivos no Nordestão. “Vamos entrar para vencer. Temos de fazer o nosso papel e depois torcer pelos outros resultados”, falou o atacante. “Na semana de clássico, a gente sempre se fala, mas não vai ter nenhuma aposta não”, brincou o alvirrubro. Já Thomás não quer saber de ajudar o parceiro e vai buscar vencer o Clássico das emoções. “Ele é meu amigo, desejo sorte pra ele sempre, mas no clássico espero que a sorte esteja do meu lado”, disparou.

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