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DENÚNCIA

Náutico pede esclarecimentos à PM por agressões a torcedores

Em seu site oficial, clube emitiu solicitação de esclarecimentos e repudiou ação da Polícia Militar no clássico contra o Santa

Publicado em 12/04/2017, às 03h06

Torcedora teria inalado gás de pimenta durante confusão em clássico / Foto: Divulgação
Torcedora teria inalado gás de pimenta durante confusão em clássico
Foto: Divulgação
JC Online

Através de seu site oficial, o Clube Náutico Capibaribe pediu esclarecimentos à Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) sobre agressões gratuitas relatadas por torcedores durante o clássico contra o Santa Cruz, que ocorreu na segunda-feira (10). A nota relata que, durante uma busca por um integrante de torcida organizada, o Batalhão de Choque teria utilizado força excessiva e, a golpes de cassetete, gerado correria entre torcedores alvirrubros.

A ação da PM denunciada pelos torcedores foi repudiada pelo clube, que também afirmou compreender a necessidade de "métodos mais ríspidos" para controlar "delinquentes infiltrados" nas organizadas, mas que estas ações truculentas estariam, também, atingindo "as famílias que ainda vão ao estádio". O texto também relata o caso de uma torcedora submetida a atendimento médico por ter inalado gás de pimenta durante outra confusão no mesmo clássico. A polícia teria utilizado o gás, que se espalhou por toda a arquibancada, atingindo pessoas que não estariam envolvidas em brigas.

O clube afirmou ainda que, numa partida de futebol, provocações existiriam dos dois lados, mas que a PM estaria agindo de forma exagerada contra os alvirrubros.

Leia a nota na íntegra:

O Clube Náutico Capibaribe vem por meio desta nota solicitar um esclarecimento por parte da Polícia Militar a respeito do comportamento mais uma vez excedido do Batalhão de Choque contra os torcedores alvirrubros nas arquibancadas dos estádios de futebol de Pernambuco.



No jogo da última segunda-feira (10), entre Náutico e Santa Cruz, no estádio do Arruda, imagens registraram o momento em que os policiais em busca de um integrante da torcida organizada diferem golpes de cacetetes, sem que ele tenha esboçado nenhum tipo de reação, provocando tumulto e correria entre os demais torcedores a sua volta.

Repudiamos com veemência esse tipo de atitude, não só com os alvirrubros, como também com os adversários. Precisamos dar um basta na violência no futebol, e acreditamos que a Polícia Militar pode ser um dos nossos grandes aliados nessa difícil missão.

Em uma partida de futebol, gritos de guerra e provocações existem dos dois lados, no entanto, cenas desse tratamento exagerado vem se repetindo sempre com os alvirrubros. O Clube entende a necessidade de métodos mais ríspidos para controlar os delinquentes infiltrados dentro das torcidas de futebol, porém, a reação truculenta dos policiais está atingindo também as famílias que ainda vão ao estádio. Prova disso é que nesse mesmo jogo uma torcedora alvirrubra, sem qualquer envolvimento com alguma confusão, precisou ser atendida por ter inalado gás de pimenta, que foi espalhado por toda a arquibancada.


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