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OPINIÃO: Há 15 anos, o torcedor do Náutico era feliz em dobro

No dia 30 de junho de 2002, Brasil e Náutico levantavam taças

Publicado em 30/06/2017, às 18h45

Ídolo Kuki marcou um dos três gols do primeiro jogo da final de 2002, nos Aflitos / Arquivo/JC Imagem
Ídolo Kuki marcou um dos três gols do primeiro jogo da final de 2002, nos Aflitos
Arquivo/JC Imagem
Franco Benites
Da Editoria de Política

Nesta sexta, 30 de junho de 2017, acordei, levei à esposa ao trabalho, fiz um passeio de 20 minutos com o cachorro, organizei umas coisas em casa e depois fui trabalhar, pensando num dia como hoje há 15 anos.

Há 15 anos, em 30 de junho de 2002, eu era solteiro, não tinha carro, nem cachorro e muito menos um emprego (ainda era estagiário).

Há 15 anos, aos 22 anos, eu tive um das maiores alegrias que um torcedor pode ter: ver a seleção campeã de uma Copa do Mundo e o time campeão estadual.

Há 15 anos, acordei cedinho para ver a final da Copa do Mundo de 2002 entre Brasil e Alemanha e vibrei como nunca com Rivaldo, Ronaldo e companhia. Vibrei com os gols daquele jogo e chorei quando o árbitro italiano Pierluigi Collina encerrou a partida e decretou a Seleção mais uma vez campeã mundial.

Há 15 anos, fui com um grupo de amigos para a avenida Boa Viagem comemorar o penta do Brasil e viver um dos dias mais felizes da minha enquanto torcedor da Seleção.

Há 15 anos, a alegria que eu tinha como torcedor do Brasil foi redobrada quando deixei a avenida Boa Viagem para ir ao Arruda ver o segundo jogo da final entre Santa Cruz e Náutico.



Há 15 anos, eu chegava ao Arruda com o brilho de quem havia "sido" campeão mundial há poucas horas. Os torcedores do Santa Cruz também eram pentacampeões do mundo como eu, mas eu tinha a convicção de que os 3x0 na primeira partida da final nos Aflitos (uh!, caldeirão) garantiam o bicampeonato para o Náutico.

Há 15 anos, eu vi Junior Amorim fazendo dois gols e tentando tirar minha alegria. Medo eu não senti; apreensão muito menos.

Há 15 anos, o Náutico não tinha Ronaldo, Rivaldo ou Felipão. Mas Kuki, Fumaça e Muricy Ramalho nos bastaram.

Há 15 anos, nós, torcedores do Brasil, não sabíamos o que estava por vir no futuro (gooooool da Alemanha, gooooooool da Alemanha, goooooooooool da Alemanha, gol da Alemanha, gol da Alemanha, gol da Alemanha, gol da Alemanha).

Há 15 anos, nós, torcedores do Náutico, não sabíamos que aquela alegria de colocar a faixa de campeão no peito se repetiria apenas em 2004.

Há 15 anos, nós, torcedores do Náutico, achávamos que, após amargar mais de uma década sem título, o bicampeonato estadual anunciava que o século 21 seria nosso.

FUTURO

Hoje, só por hoje, eu quero olhar para o passado. Mas que venha o futuro, novos títulos de mundiais para o Brasil e dias melhores e faixas de campeão para o Náutico.

Que daqui a 15 anos, ao olhar pelo retrovisor, os alvirrubros vejam a trajetória de um clube que se reergueu, ficou de pé e tocou a bola em direção ao gol.


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