A seleção brasileira de ginástica artística não é, nem de longe, uma das favoritas ao ouro nos Jogos Olímpicos de Londres. E nem poderia. Representada apenas pelas meninas nas disputas em equipe, a delegação nacional vai brigar na capital inglesa pelo primeiro pódio de sua história. Mas um nome em especial tem tirado o sono de muitos competidores por todo o mundo: Arthur Zanetti, o número um do ranking internacional nas argolas.
Com nome italiano, modesto 1,56m e 22 anos, o paulista é um dos três representantes masculinos que vão defender o País na Inglaterra. Melhor do mundo em sua especialidade, as argolas, chamou a atenção no ano passado, quando conquistou o ouro na Universíade, na China, e ficou com a prata no Mundial do Japão, resultado que o garantiu nas Olimpíadas. Este ano, a Copa do Mundo firmou Zanetti no hall dos fortes candidatos ao lugar mais alto do pódio: venceu três das quatro etapas que disputou. Um ouro na principal competição da modalidade pode coroar uma trajetória quase perfeita.
Ao lado dele, a ginástica masculina brasileira ainda conta com Diego Hypolito, que carimbou o passaporte após conquistar a medalha de bronze no Mundial do ano passado, e Sérgio Sasaki, premiado com a última vaga individual, garantida ao País pela participação no Pré-Olímpico. As condições físicas do primeiro, no entanto, ainda são uma incógnita. É que Diego lesionou o ombro esquerdo no último mês de dezembro, durante treinamento, e ainda não voltou à sua melhor forma.
Sem ele, inclusive, o time canarinho perdeu a oportunidade de se classificar para a disputa olímpica em equipes. A seleção não passou do sexto lugar no Pré-Olímpico Mundial, no início do ano. A competição, que contou com a participação de oito países, garantia apenas os quatro primeiros colocados em Londres.
Mas o retrospecto pode dar uma esperança a mais para a torcida verde e amarela. Campeão mundial em 2005 e 2007, e vice em 2006, Diego Hypolito já mostrou o que pode fazer quando entra em ação. Em sua estreia nos Jogos, em Pequim-2008, o atleta chegou em solo chinês como um dos principais favoritos ao título, ao lado do romeno Marian Dragulescu. E até saciou parte das expectativas, já que passou da fase de classificação com a melhor nota individual no solo, um 15,950. Mas o bom rendimento não se repetiu na final: com pouca altura na realização de um duplo twist grupado – segundo salto criado pelo ginasta e batizado com seu nome (Hypolito2) –, Diego caiu, decepcionou e encerrou sua participação em sexto.
De qualquer maneira, foi o melhor resultado conquistado por um atleta brasileiro da modalidade em Olimpíadas.
Este ano, quatro temporadas mais experiente e com dezenas de títulos internacionais na bagagem, Hypolito ainda dividirá os holofotes com o ginasta considerado por ele mesmo o mais completo e talentoso no individual geral do País, Sérgio Sasaki, de apenas 19 anos.
Leia mais na edição desta segunda-feira (16/7) do Jornal do Commercio.
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