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Realeza Britânica

Andy Murray se torna o mais jovem 'Sir' britânico nos tempos modernos

Murray recebeu condecoração da realeza britânica junto com outros campeões olímpicos, como Mo Farah e Jessica Ennis-Hill

Publicado em 31/12/2016, às 11h48

De acordo com o Palácio de Buckingham, a rainha Elizabeth II tornou o tenista Sir Andy Murray por conta dos sua atuação no tênis e na caridade / Foto: NEZAR BALOUT / AFP
De acordo com o Palácio de Buckingham, a rainha Elizabeth II tornou o tenista Sir Andy Murray por conta dos sua atuação no tênis e na caridade
Foto: NEZAR BALOUT / AFP
Estadão Conteúdo

A realeza britânica divulgou neste sábado a sua tradicional lista de honra de ano novo, concedendo ordens de cavalaria a quase 1.200 pessoas. Aos 29 anos, Andy Murray se tornou o mais jovem a se tornar Sir nos tempos modernos, recebendo tal condecoração junto com outros campeões olímpicos, como Mo Farah e Jessica Ennis-Hill.

Em novembro, depois de assumir a liderança do ranking mundial do tênis, Murray concedeu entrevista ao jornal britânico The Telegraph e disse que se achava novo demais para se tornar Sir. "Obviamente essa é a maior honra que você pode receber neste país, mas eu não sei, eu me sinto muito jovem para isso", afirmou na ocasião. 

Ele não é, porém, a pessoa mais jovem a conseguir tal ordem. Ellen MacArthur bateu o recorde mundial da circunavegação solitária em 2005 e, na sua volta à Inglaterra, aos 28 anos, recebeu o título de Dame, o equivalente ao Sir. No século 18, o futuro rei George IV foi condecorado Sir aos três anos.

Murray precisou fazer muito para receber a honraria. De acordo com o Palácio de Buckingham, a rainha Elizabeth II tornou o tenista Sir Andy Murray por conta dos sua atuação no tênis e na caridade. Ele é embaixador da Unicef, da WWFN (World Wide Fund for Nature), da ONG Malaria No More e da Duke of Cambridge’s United for Wildlife, instituição de caridade do príncipe William

No tênis, Murray teve um 2016 inesquecível. Foi vice no Aberto da Austrália e em Roland Garros, vencendo em Wimbledon pela terceira vez. Ganhou seu segundo ouro olímpico no Rio, batendo o argentino Del Potro na final, e fechou a temporada com o título inédito do ATP Finals, que o permitiu fechar o ano como número 1 do ranking mundial.

Mo Farah também receberá o título de 'Sir' 

A lista de 2016 também dá o título de Sir, com algum atraso, a outro ídolo do esporte britânico. Nascido na Somália há 33 anos, Mo Farah precisou repetir a dobradinha de ouro nos 5 000m e nos 10.000m no Rio para se condecorado. Ele já havia alcançado esse feito nos Jogos de Londres, em 2012, e nos Mundiais de 2013 e 2015. No de 2011, foi prata na prova mais longa e ouro na mais curta.

"Olhando para trás, para o garoto que chegou aqui da Somália sem falar uma palavra em inglês, eu nunca imaginei onde eu estaria hoje. É um sonho que se torna realidade", afirmou. Além dele, também Lee Parson, do hipismo paralímpico, tornou-se Sir.

Entre as mulheres, receberam o título de Dame a heptatleta Jessica Ennis-Hill e a remadora Katherine Jane Grainger. Ennis-Hill, que se aposentou ao fim da temporada, aos 30 anos, ganhou a medalha de ouro em Londres e a prata no Rio, sempre no heptatlo. Além disso, ela se tornou tricampeã mundial depois que uma atleta russa perdeu o título de 2011. A britânica havia vencido a competição em 2009 e 2015.

Já Katherine Grainger é a mulher britânica com mais medalhas olímpicas. No Rio, ganhou sua quinta, de prata, no double Skiff. A coleção dela tem cinco medalhas, sendo uma de ouro, obtida em Londres, e as demais prateadas. Em Mundiais, são oito pódios. 

O ciclista Bradley Wiggins, que anunciou nesta semana a sua aposentadoria, maior medalhista olímpico britânico e do ciclismo como um todo, já havia sido condecorado em 2013.

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