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No mar

Joanna Maranhão nada Brasileiro de maratona aquática

Competição acontece neste domingo (19), em Santa Catarina

Publicado em 18/03/2017, às 09h00

Joanna vai estar entre os 300 nadadores que disputam a prova de abertura do calendário nacional de maratonas aquáticas / Satiro Sodré/SSPress
Joanna vai estar entre os 300 nadadores que disputam a prova de abertura do calendário nacional de maratonas aquáticas
Satiro Sodré/SSPress
LUANA PONSONI

Especialista em provas de fundo da natação, a pernambucana Joanna Maranhão vai se lançar em um novo desafio. Amanhã, ela vai estar no mar de Trapiche dos Pescadores, entre os 300 nadadores que disputarão as etapas da Copa Brasil e do Campeonato Brasileiro de Porto Belo, em Santa Catarina. Realizadas de forma simultâneas, as provas abrem o calendário nacional das maratonas aquáticas em 2017. O percurso é de 5km, mas o horário da largada só será definido após o congresso técnico que acontece hoje.

Sem grandes pretensões de trocar a água da piscina pela do mar, Joanna decidiu se aventurar em uma travessia marítima para se testar em uma nova experiência. “Não tenho a ambição de disputar um Mundial ou uma Olimpíada na maratona aquática. Estou na reta final da minha carreira e quero experimentar outras coisas. Mas também não tem nada definido. Tudo vai depender de como vai ser”, contou.

Os 5km em Trapiche dos Pescadores, porém, não serão os primeiros da finalista olímpica de Atenas-2004 no mar. Quando tinha 10 anos, ela fez 3km em Maceió (AL). Apesar de ser uma das mais jovens, Joanna ficou em segundo lugar na categoria absoluto feminina. Quando subiu ao pódio, porém, ela foi surpreendida pela reação inesperava dos que acompanhavam a disputa. 

EXPERIÊNCIA

“Como eu era criança demais, meu pai foi num caiaque de um lado e tio Paulo (seu então treinador) do outro. Perto do fim, virei pra painho e disse ‘pai, ainda não tô cansada’ e ele disse ‘então acelera, filha’. Cheguei em segundo. Quando subi no pódio, fui vaiada pelos pais dos atletas e torcedores. Segundo eles, uma menina da minha idade não teria como chegar em segundo no absoluto, a não ser que eu tivesse pego carona no ‘barco' do meu pai. Traumatizei e nunca mais fiz travessia. Mas como a gente aprende que enfrentar é a melhor saída, cá estou eu, aos 29 anos, prestes a fazer outra travessia”, contou.

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