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Casanova, a cubana que é fera nas quadras

Armadora Ineidis Casanova é o grande destaque da equipe da Uninassau Basquete

Publicado em 16/04/2018, às 07h30

Casanova é a armadora principal da equipe da Uninassau / Alexandre Gondim/JC Imagem
Casanova é a armadora principal da equipe da Uninassau
Alexandre Gondim/JC Imagem
JC Online

“Uma vida dedicada ao basquete”. É dessa forma que a jogadora Ineidis Casanova traduz seus 29 anos de idade. A cubana mora no Brasil há três anos, sendo os dois últimos no Recife, onde abraçou incondicionalmente o projeto da equipe feminina da Uninassau, liderado pelo técnico Roberto Dornelas. Ela garante que se adaptou ao clima da capital pernambucana e ao estilo de vida do Nordeste. “Fui muito bem acolhida por todos e tudo aqui lembra minha cidade”, garantiu. Quando foi questionada sobre permanecer no Recife por longos anos, ela hesitou: “tenho planos, mas não consolidei minha decisão de ficar ou voltar para o meu país”.

A verdade é que Casanova se firmou em Pernambuco profissionalmente: aceitou o desafio de substituir a armadora Adrianinha e ganhou ainda mais notoriedade no esporte. Suas raízes, por outro lado, continuam em Santiago de Cuba, a cidade natal. A família torce de longe por seu sucesso no basquete. E é esse carinho, mesmo a quilômetros de distância, que mantém Casanova concentrada em construir uma jornada de vitórias. “Minha mãe (Anaires Gonzales) é a maior inspiração. Faço tudo por ela, porque desde o início ela foi a pessoa que mais acreditou e me apoiou a continuar no basquete. Então faço visita pelo menos duas vezes no ano e não sei se conseguiria ficar muito mais tempo longe dela”, comentou.

Embora seja o destaque da equipe, Casanova foi muito subestimada no passado. Com 1,62m de altura, pessoas envolvidas com o esporte alertavam sobre sua baixa estatura, alegando que ela não daria certo como jogadora. Não poderiam estar mais enganados. A cubana começou a praticar a modalidade aos sete anos, em uma quadra que ficava perto de sua casa em Santiago. Na época, chamou a atenção por ter velocidade e força. Não demorou muito e foi chamada para as categorias de base da seleção de seu país. Conquistou espaço nas equipes até chegar ao time principal.



Com destaque em Cuba, ela foi convidada para viajar para o Brasil e defender o Maranhão na Liga de Basquete Feminino (LBF), entre 2015 e 2016. Na temporada seguinte recebeu o chamado de Roberto Dornelas para reforçar a Uninassau, time que veste a camisa há dois anos. Já em Pernambuco, Casanova se reencontrou. Fala com orgulho sobre o acolhimento que recebeu no time e como a capital faz com que ela se sinta em casa. “Atleta estrangeira, que está longe da família, tem um tratamento diferente com questões psicológicas. Isso é muito importante. Além da qualidade no trabalho, a confiança que depositaram em mim foi fundamental para eu seguir e me sentir confortável. O clima da cidade também ajuda, porque é muito parecido com o de Cuba”, comentou a armadora.

Atualmente, Casanova defende a Uninassau na LBF. No último sábado, a equipe pernambucana entrou em quadra contra o Ituano e venceu as donas da casa por 84x70. O próximo compromisso da equipe será contra o Santo André no dia 20 de abril.

EXEMPLO

Um dos destaques da competição, Casanova foi convidada na semana passada para compartilhar sua experiência com os jovens atletas dos Jogos Escolares de Pernambuco (JEPs), em uma cerimônia que marcou o início dos torneios dos esportes coletivos. Na ocasião falou sobre o início da sua carreira e como foi importante se dedicar às competições escolares. “É muito importante alguém que teve um começo parecido incentivar os atletas. Minha carreira começou quando eu era criança e participei dessas competições. Gostava e me dedicava. Se eles ouvirem uma história que deu certo vão se sentir motivados e buscar forças no esporte”, argumentou.


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